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Porto Alegre, segunda-feira, 25 de setembro de 2017. Atualizado às 22h40.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 26/09/2017. Alterada em 25/09 às 20h29min

Bitcoin: regulamentar não faz sentido

Milton Machado
Na segunda audiência pública da Câmara dos Deputados sobre o projeto para regulamentar o Bitcoin, havia um representante do Banco Central (BC). A preocupação do autor do projeto é com crimes financeiros, praticados até hoje com moedas correntes, pelo sistema bancário regulamentado, ou com dinheiro vivo. Tive a grata surpresa de ouvir que o BC é contra regulamentar o Bitcoin por ser só um "token". Corretíssimo, a meu ver. Token significa símbolo, algo que representa um valor. O dinheiro de papel representava um valor em ouro nos cofres dos governos. Já era um token em 1971, quando o lastro deixou de ser ouro e passou a ser a confiabilidade do país emissor.
Bitcoin e dinheiro de papel são a mesma coisa, conceitualmente, um físico, outro digital. Papel pintado com animais brasileiros, ou personagens da história americana valem muito pouco, mas por serem tokens, representam valores maiores. Bancos Centrais imprimem dinheiro segundo políticas de governos, geopolítica etc. Confiscam - plano Collor - inflacionam, alteram o câmbio, e até o nome da moeda.
Já o Bitcoin tem sua escassez determinada pela tecnologia que o criou. Não pode ser falsificado, inflacionado, confiscado ou influenciado por qualquer governo intencionalmente. Obedece à lei de oferta e demanda. Quanto a crimes financeiros, Bitcoin é rastreável. As transações são registradas em um livro-caixa visível para todos no mundo inteiro. Por outro lado, alguém registra os números de série do dinheiro que usa? O que tem nas malas e cuecas dos corruptos, Bitcoin ou dinheiro de papel? Os sites de comércio ilegal on-line que usavam Bitcoin, Silk Road e Atlantis, foram rapidamente bloqueados e seus criadores presos somente por meio de tecnologia. O BC tem razão, não faz sentido regulamentar um token. Afinal, os tokens chamados real, dólar e euro são os preferidos por criminosos e terroristas.
Engenheiro
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