Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 24 de outubro de 2017.

Jornal do Comércio

Opinião

COMENTAR | CORRIGIR

artigo

Notícia da edição impressa de 25/09/2017. Alterada em 24/09 às 21h26min

FGTS, Geddel e Loures

Nielon Escouto
Para lembrar um velho ditado, "Colocaram a raposa para cuidar do galinheiro" se encaixa como luva no caso de Geddel Vieira Lima (PMDB) e Rocha Loures (PMDB), outrora diretores da Caixa Econômica Federal (CEF), hoje presidiários. O FGTS, reserva financeira do trabalhador, foi abocanhado pela insaciável raposa baiana Geddel. O FGTS/FGTI foi assaltado por nada mais, nada menos, do que um vice-presidente da CEF, órgão oficial do governo. A fabulosa quantia de R$ 51.030.866,40 foi parar na Bahia, jogada no chão de apartamento do zeloso Geddel.
Enquanto isso, o PL nº 993/2011, de autoria do deputado federal gaúcho Giovani Cherini (PR), fica mofando. Faz mais de quatro anos, isso mesmo, nas prateleiras da Comissão de Finanças da Câmara Federal, difícil acreditar. Dito projeto libera para as empresas recursos do FGTS que lhes pertence. Incrível, pois são as empresas que garantem emprego e renda, recolhem uma infindável lista de tributos que sustentam a enorme nação Brasil, desprezada dessa forma. O projeto, que já venceu a primeira batalha na Comissão de Trabalho (Ctasp) aguarda aprovação na Comissão de Finanças, como antes referido, há longos quatro anos.
Mais uma vez, através desta página que tem acolhido nossas manifestações, voltamos a perguntar: o que fazem, além dos almoços, as entidades representativas do sofrido empresariado? Repetidas vezes tenho dirigido a questão, pedindo para que façam cobrança aos deputados eleitos com seu apoio, creiam, sem resposta. Enquanto viver, como disse o grande Rodrigo Janot, continuarei flechando em todas as direções na esperança de ver aprovado o projeto que certamente aliviará a sofrida e corajosa classe empresarial deste sucateado e imenso Brasil.
Membro jubilado da OAB/RS 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Daniel Pereira DAlascio 25/09/2017 16h56min
Só faltou o sr. Nielon Escouto mencionar as micro e pequenas empresas. Essas são as que empregam mais de 80% da mão de obra e pagam impostos. Enquanto isso as grande empresas tem grandes incentivos fiscais, sem contar na lei Kandir, que isenta de icms os exportadores dando um prejuízo de 50 bilhões ao Rio Grande do Sul nos últimos 20 anos. Por isso é bom separar o joio do trigo!