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Porto Alegre, segunda-feira, 25 de setembro de 2017. Atualizado às 22h44.

Jornal do Comércio

Internacional

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Alemanha

Notícia da edição impressa de 26/09/2017. Alterada em 25/09 às 20h26min

AfD fará oposição 'construtiva' a Angela Merkel

Uma das líderes da sigla, Frauke Petry abandonou entrevista coletiva

Uma das líderes da sigla, Frauke Petry abandonou entrevista coletiva


/ODD ANDERSEN/AFP/JC
Líderes do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD), contrários à imigração, se comprometeram ontem a usar seu terceiro lugar na eleição geral do país para conduzir uma oposição "construtiva". Além disso, tentaram rechaçar os temores levantados por grupos judaicos e outros sobre a entrada da sigla no Parlamento.
Disputas internas de longa data no topo do partido, porém, ressurgiram ontem. Uma das líderes do AfD, Frauke Petry abandonou a entrevista coletiva, o que causou incômodo entre os demais dirigentes. "Um partido anárquico pode ter sucesso na oposição, mas não pode fazer uma oferta de credibilidade aos eleitores para o governo", disse ela antes de abandonar a sala. Outro dirigente, Joerg Meuthen pediu desculpas "em nome do partido" pelo episódio.
Os principais partidos da Alemanha recusam-se a se aliar ao AfD. Somando-se a cadeira levada por Frauke, a sigla de extrema-direita deve ter 94 das 709 vagas no Parlamento. Ainda ontem, uma das líderes do AfD, Alice Weidel, pediu que Frauke deixasse o partido para "evitar mais problemas". Segundo ela, a saída intempestiva da entrevista coletiva foi "difícil de superar em questão de irresponsabilidade".
Alexander Gauland, um dos principais nomes da sigla insistiu que o partido não tem nada que possa afetar os judeus que vivem na Alemanha. Ele também minimizou a preocupação de que a ascensão do AfD esteja ligada a uma guinada à direita na Europa e nos EUA. Segundo ele, a sigla alemã tem uma "relação mais próxima" apenas com o Partido Liberdade, sigla de direita da Áustria.
Alice afirmou a repórteres que o plano é fazer uma "oposição construtiva". Segundo ela, os eleitores deram um "claro mandato" ao AfD. O partido conseguiu apoio de pessoas que anteriormente já tinham votado no bloco conservador da chanceler Angela Merkel e inclusive de pessoas que não tinham votado anteriormente. Além disso, conseguiu em menor medida tomar votos do Partido Social Democrata (SPD), de centro-esquerda, e de algumas outras forças.
O sucesso do AfD foi construído com uma campanha centrada nas críticas à política de portas abertas do governo para mais de 1 milhão de imigrantes e refugiados. O partido se saiu melhor em estados que antes eram comunistas e na região menos próspera do leste, conseguindo 22,5% dos votos ali.
Merkel disse a repórteres ontem que o apoio ao AfD no leste se concentrou em algumas áreas que estão piores economicamente que o restante do país. Segundo ela, esses eleitores têm o temor de perder o que já possuem por causa da globalização ou dos refugiados.
 
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