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Porto Alegre, terça-feira, 26 de setembro de 2017. Atualizado às 08h20.

Jornal do Comércio

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Infraestrutura

Notícia da edição impressa de 26/09/2017. Alterada em 26/09 às 08h24min

Frente Parlamentar busca retomar duplicação da BR-290, parada por falta de repasses da União

Execução do trecho de 115,7 quilômetros foi paralisada mais uma vez

Execução do trecho de 115,7 quilômetros foi paralisada mais uma vez


MARCO QUINTANA/JC
Suzy Scarton
A capacidade de tráfego da BR-290 se esgotou. Esse foi o recado dado ontem, no município de Butiá, durante o lançamento da Frente Parlamentar pela Duplicação da BR-290. O movimento, encabeçado pelo deputado Luiz Fernando Mainardi (PT), quer pressionar o governo federal a repassar a verba necessária para a continuação das obras, iniciadas em 2014. O projeto envolve a duplicação de 115,7 quilômetros. Extensa, a BR-290 tem mais de 700 quilômetros e atravessa o Rio Grande do Sul de Leste a Oeste - do Litoral até Uruguaiana. Na via, em condições de receber 11 mil automóveis por dia, passam, atualmente, cerca de 20 mil.
A obra de duplicação, dividida em quatro lotes, abrange o trecho entre o Km 112,3, no entroncamento com a BR-116, em Eldorado do Sul, até o Km 228, em Pantano Grande, e requer um investimento de quase R$ 700 milhões. As obras começaram em outubro de 2014. Logo em seguida, foram paralisadas por um ano e meio, por falta de recursos, sendo retomadas em agosto de 2016, depois da liberação de cerca de R$ 75 milhões. Neste ano, no entanto, não houve novo repasse federal, e os trabalhos estão novamente parados.
Embora a Frente Parlamentar tenha sido instalada por iniciativa de Mainardi, a mobilização é anterior, liderada pela vereadora de Butiá Taila Medeiros (PSB), hoje coordenadora da Frente Regional em Defesa da Duplicação da BR-290. "Nossa preocupação é com os trechos cujos trabalhos já iniciaram. Tudo o que já foi feito vai acabar se deteriorando", argumenta a vereadora. Em outubro, os representantes do movimento serão ouvidos pela bancada federal gaúcha em Brasília. "A obra está parada, as empresas já foram embora e já houve demissões. Estamos em um momento de que tudo o que vier é lucro."
Responsável por liderar a luta em defesa da duplicação em nível federal, o deputado Giovani Cherini (PR) explica que, neste momento, a fase é de discussão de projetos e ideias. "Definiremos as prioridades da bancada no mês que vem. Já priorizamos a retomada das obras da ponte do Guaíba e da BR-116. Agora, acreditamos que é a vez da BR-290", pondera. O deputado federal Henrique Fontana (PT) também argumentou que "não é razoável" que uma obra estrutural tenha recebido, em três anos, financiamento tão baixo. "Precisa ter, no mínimo, R$ 150 milhões para alcançar um ritmo adequado", explica.
Além do tráfego intenso - a BR-290 dá acesso ao Aterro Sanitário de Minas do Leão, que recebe resíduos de mais de 100 cidades, e também à Celulose Rio-Grandense, o que resulta no trânsito de mais de 800 caminhões diariamente -, a via é conhecida pela quantidade de acidentes. Conforme a Polícia Rodoviária Federal, entre 2010 e 2016, foram 2.111, que deixaram 112 mortos e 400 feridos graves.
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