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DIABETES

- Publicada em 11h52min, 27/09/2017. Atualizada em 17h13min, 15/10/2020.

Mudança de estilo de vida ajuda no controle da diabetes

Carga glicêmica mais baixa auxilia a liberar menos insulina

Carga glicêmica mais baixa auxilia a liberar menos insulina


/PIXABAY/DIVULGAÇÃO/JC
A prevenção ao diabetes deve acontecer ao longo da vida. O diabete tipo 2, mais comum atualmente, acontece quando o pâncreas para ou diminui a capacidade de produzir insulina. Como a nutrição pode ajudar neste caso? A dica básica da nutricionista Maribel Melos é "economizar" o pâncreas, ou seja, utilizando menos insulina ao longo da vida. Na prática, isso requer uma mudança alimentar que faça com que o organismo libere menos insulina, fazendo refeições com cargas glicêmicas mais baixas. "Quando se ingere batatas, arroz ou massa, se associar vegetais, por exemplo, que são ricos em fibras, a pessoa consegue modular a carga glicêmica da refeição. O impacto é menor", ensina Maribel.
A prevenção ao diabetes deve acontecer ao longo da vida. O diabete tipo 2, mais comum atualmente, acontece quando o pâncreas para ou diminui a capacidade de produzir insulina. Como a nutrição pode ajudar neste caso? A dica básica da nutricionista Maribel Melos é "economizar" o pâncreas, ou seja, utilizando menos insulina ao longo da vida. Na prática, isso requer uma mudança alimentar que faça com que o organismo libere menos insulina, fazendo refeições com cargas glicêmicas mais baixas. "Quando se ingere batatas, arroz ou massa, se associar vegetais, por exemplo, que são ricos em fibras, a pessoa consegue modular a carga glicêmica da refeição. O impacto é menor", ensina Maribel.
A nutricionista explica que jejuns prolongados também podem ser prejudiciais, caso não sejam orientados por algum profissional da área médica. O mesmo vale para refeições muito frequentes. "Comer de forma espaçada, beliscar muito ou ainda tomar um cafezinho com açúcar a toda hora podem liberar mais rápido a insulina. Isso tudo pode adiantar um diabetes do tipo 2. Existe uma propensão genética, mas mudar os hábitos alimentares pode auxiliar e muito este processo", frisa a nutricionista.
Tanto vegetais como frutas, castanhas e amendoim deixam a refeição com menor índice glicêmico. Sobrepeso é outro fator que pode contribuir para o aparecimento do diabetes tipo 2. "Excesso de peso, sedentarismo, alimentação rica em gorduras saturadas, de má qualidade, podem desencadear a diabetes no futuro", garante a nutricionista.

Oxigenoterapia Hiperbárica auxilia no tratamento do pé diabético

Vanessa explica que tratamento melhora funções celulares locais
Vanessa explica que tratamento melhora funções celulares locais
MARCELO G. RIBEIRO/JC
A oxigenoterapia hiperbárica é um tratamento médico que consiste na inalação de oxigênio puro (100%) dentro de um equipamento denominado câmara hiperbárica, no qual a pressão é duas a três vezes maior do que a pressão atmosférica ao nível do mar. Este tratamento é recomendado para pacientes com doenças de origem isquêmica, infecciosa, traumática e inflamatória. Feridas ocasionadas pela radioterapia e o chamado pé diabético, que ocorre quando o grau da doença é muito elevado chegando ao nível de um risco de amputação de um dos membros, também são tratados.
O método de tratamento vem sendo utilizado no mundo todo. No Brasil, a oxigenoterapia hiperbárica é regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina desde 1995 e está presente em diversos hospitais, principalmente no estado de São Paulo. O tratamento é realizado diariamente e tem duração aproximada de duas horas. O número total de sessões depende do grau da lesão e da forma como o paciente está realizando os demais tratamentos necessários.
A diretora clínica do Instituto de Oxigenoterapia Hiperbárica do Brasil, Vanessa Brendler, esclarece como funciona o processo. "As sessões de Oxigenoterapia Hiperbárica promovem o aumento da concentração de oxigênio dissolvido no plasma sanguíneo e, consecutivamente, nos tecidos acometidos, melhorando as funções celulares locais. Vale ressaltar que a técnica faz parte de uma soma de recursos terapêuticos, como o controle adequado do diabetes, o repouso, o uso de curativos apropriados e a realização de procedimentos cirúrgicos quando necessário", explica.
Em Porto Alegre, o tratamento, embora já coberto pelos planos de saúde, ainda não está disponível dentro dos hospitais. O Instituto de Oxigenoterapia Hiperbárica do Brasil tem 13 anos de atuação na capital gaúcha, já atendeu mais de 4 mil pacientes e, desde 2014, conta com uma unidade no Hospital de Caridade Dr. Astrogildo de Azevedo, em Santa Maria.
 
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