Porto Alegre, terça-feira, 17 de outubro de 2017. Atualizado às 19h16.

Jornal do Comércio

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Notícia da edição impressa de 18/10/2017. Alterada em 17/10 às 19h52min

Santa Casa é referência em simulação

Aerts (e) explica que, a partir da realidade virtual, é possível treinar videocirurgias, exames e suturas

Aerts (e) explica que, a partir da realidade virtual, é possível treinar videocirurgias, exames e suturas


/MARCELO G. RIBEIRO/JC
O Centro de Simulação Realística Clínica e Cirúrgica, parceria entre a Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre e a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (Ufcspa), é considerado um dos melhores do País. No espaço, localizado no complexo da Santa Casa, alunos, professores e profissionais têm à disposição os mais modernos equipamentos para simulação de procedimentos clínicos e cirúrgicos, e uma infraestrutura projetada para oferecer as melhores práticas de ensino de graduação e pós-graduação.
Consultas, cirurgias e ataques cardíacos são simulados nas salas, adaptadas com manequins capazes de imitar os mesmos sintomas e sinais vitais de uma pessoa, envolvendo o aluno em uma atmosfera realista de uma emergência ou UTI. Estudantes de Medicina a partir do segundo ano têm aula no local. Enquanto uma turma faz atendimento na sala, colegas e professores observam do outro lado de um vidro. Depois, analisam o comportamento e discutem as práticas adotadas.
O médico e coordenador do Centro, Newton Aerts, explica que, a partir da realidade virtual, é possível treinar diversos tipos de videocirurgias, exames de próstata, mama e suturas, por exemplo. A próxima etapa é adquirir os equipamentos para simular partos. "A integração entre hospital e aluno é muito importante, e esse centro foi feito para o aluno. Mas também estamos usando a estrutura para qualificar as equipes de todo o complexo da Santa Casa", diz ele. Além dos estudantes de Medicina, alunos de Enfermagem, Fonoaudiologia, Informática Biomédica e Psicologia da Ufcspa estão tendo aulas no espaço. Segundo Aerts, o centro leva o profissional a praticar, corrigir falhas e resolver dúvidas de forma segura e eficiente, qualificando o atendimento aos pacientes reais.
A tecnologia também é uma aliada no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). Graças a um protocolo desenvolvido por profissionais da instituição, médicos e dentistas conseguem entrar no bloco cirúrgico com o passo a passo do procedimento já definido. O processo envolve também residentes e doutorandos, contribuindo para o ensino-aprendizagem dentro do hospital-escola.
O cirurgião traumatologista César Acosta utilizou o sistema para simular com alunos a colocação de uma placa no osso da bacia de uma menina de 7 anos. O "osso" era um biomodelo feito na impressora 3D do próprio HUSM, com medidas exatas da criança. O uso do biomodelo - que, nesse caso, teve custo de impressão de R$ 35,00 - tem gerado economia para o hospital, pois o tempo de bloco cirúrgico diminui, assim como o desgaste da equipe e o material consumido.
Em junho, o hospital de Santa Maria realizou uma cirurgia inédita com uso de biomodelo e endoscopia para remoção de tumor benigno. "O biomodelo auxiliou no planejamento. Usamos para desenhar as linhas da osteotomia, antes da cirurgia, para decidir por onde remover o tumor. Também usamos o protótipo na conformação da placa. Se não tivesse o biomodelo, a conformação da placa teria que acontecer em tempo real, dentro do bloco", afirmou a cirurgiã bucomaxilofacial, Waneza Borges Hirsch.
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