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Porto Alegre, sexta-feira, 29 de setembro de 2017. Atualizado às 11h16.

Jornal do Comércio

Economia

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contas públicas

Alterada em 29/09 às 11h20min

Setor público tem déficit primário de R$ 9,529 bilhões em agosto, revela Banco Central

Em meio às dificuldades do governo na área fiscal, o setor público consolidado (Governo Central, Estados, municípios e estatais, com exceção de Petrobras e Eletrobras) apresentou déficit primário de R$ 9,529 bilhões em agosto, informou nesta sexta-feira (29) o Banco Central, por meio da Nota de Política Fiscal. Em julho, havia sido registrado déficit de R$ 16,138 bilhões e, em agosto de 2016, um déficit de R$ 22,267 bilhões.
O déficit primário consolidado do mês passado ficou perto do teto do intervalo das estimativas de analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, que iam de saldo negativo de R$ 13,1 bilhões a R$ 9 bilhões. A mediana estava negativa em R$ 10,8 bilhões.
Apesar do déficit primário de R$ 9,529 bilhões em agosto, este é o melhor resultado para o mês desde 2015, quando o déficit foi de US$ 7,310 bilhões.
O resultado fiscal de agosto foi composto por um déficit de R$ 9,916 bilhões do Governo Central (Tesouro, Banco Central e INSS). Os governos regionais (Estados e municípios) influenciaram o resultado positivamente com R$ 498 milhões no mês. Enquanto os Estados registraram um superávit de R$ 78 milhões, os municípios tiveram resultado positivo de R$ 421 milhões. Já as empresas estatais registraram déficit primário de R$ 111 milhões.
As contas do setor público acumularam um déficit primário de R$ 60,850 bilhões no ano até agosto. A quantia representa 1,41% do Produto Interno Bruto (PIB). No mesmo período do ano passado, havia déficit primário de R$ 58,859 bilhões (1,43% do PIB).
O resultado fiscal no acumulado de janeiro a agosto foi obtido com um déficit de R$ 78,648 bilhões do Governo Central (1,82% do PIB). Os governos regionais (Estados e municípios) apresentaram um saldo positivo de R$ 16,843 bilhões (0,39% do PIB).
Enquanto os Estados registraram superávit de R$ 13,428 bilhões (0,31% do PIB), os municípios alcançaram um resultado positivo de R$ 3,415 bilhões (0,08% do PIB). As empresas estatais registraram um superávit de R$ 955 milhões no ano até agosto (0,02% do PIB).
Segundo o BC, as contas do setor público acumulam um déficit primário de R$ 157,782 bilhões em 12 meses até agosto, o equivalente a 2,44% do PIB. Este porcentual é o menor desde abril deste ano (2,27%).
O déficit primário do setor público consolidado considerado pelo governo é de R$ 163,1 bilhões para 2017, parâmetro que passou a ser referência após revisão da meta, anunciada em agosto. Essa projeção leva em conta um rombo de R$ 159,0 bilhões para o Governo Central em 2017.
Para o próximo ano, a meta do governo também é de déficit de R$ 163,1 bilhões para o setor público consolidado e de R$ 159,0 bilhões para o Governo Central.
O déficit fiscal nos 12 meses encerrados em agosto pode ser atribuído ao rombo de R$ 170,145 bilhões do Governo Central (2,63% do PIB). Os governos regionais (Estados e municípios) apresentaram um superávit de R$ 11,196 bilhões (0,17% do PIB) em 12 meses até agosto.
Enquanto os Estados registraram um superávit de R$ 10,515 bilhões, os municípios tiveram um saldo positivo de R$ 680 milhões. As empresas estatais registraram um resultado positivo de R$ 1,167 bilhão no período.
O setor público consolidado teve gasto de R$ 36,012 bilhões com juros em agosto, após esta despesa ter atingido R$ 28,482 bilhões em julho, informou o Banco Central.
O Governo Central teve no mês passado despesas na conta de juros de R$ 33,710 bilhões. Já os governos regionais registraram gasto de R$ 1,795 bilhão e as empresas estatais, de R$ 507 milhões.
No ano, o gasto com juros subiu de R$ 235,066 bilhões até julho para R$ 271,078 bilhões até agosto (6,26% do PIB).
Em 12 meses, as despesas com juros subiram de R$ 428,191 bilhões para R$ 423,527 bilhões até agosto (6,55% do PIB).
O setor público consolidado registrou déficit nominal de R$ 45,541 bilhões em agosto. Em julho, o resultado nominal havia sido deficitário em R$ 44,620 bilhões e, em agosto de 2016, deficitário em R$ 62,943 bilhões.
No mês passado, o Governo Central registrou déficit nominal de R$ 43,626 bilhões. Os governos regionais tiveram saldo negativo de R$ 1,297 bilhão, enquanto as empresas estatais registraram déficit nominal de R$ 618 milhões.
Em relação ao PIB, o déficit nominal no ano até agosto foi de 7,67%, uma soma de R$ 331,928 bilhões.
Em 12 meses encerrados em agosto, o déficit nominal correspondeu a 8,98% do PIB, com saldo negativo de R$ 581,309 bilhões.
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