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Porto Alegre, quinta-feira, 28 de setembro de 2017. Atualizado às 15h45.

Jornal do Comércio

Economia

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indústria

Alterada em 28/09 às 15h46min

Indicador da produção industrial gaúcha sobe em agosto, em maior alta desde 2010

Índice de emprego ficou acima da linha divisória de 50 pela primeira vez desde abril de 2014

Índice de emprego ficou acima da linha divisória de 50 pela primeira vez desde abril de 2014


CLAITON DORNELLES/JC
O índice de produção da indústria gaúcha registrou alta de 51,6 para 55,7 pontos em agosto, em relação a julho, na maior elevação no mês desde o ano de 2010, início da série histórica. O dado, pertencente à Sondagem Industrial de agosto, divulgada nesta quinta-feira (27) pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), indica crescimento e uma melhora na perspectiva para os próximos meses.
"Esse fato, juntamente com o aumento registrado em outros indicadores da pesquisa, aponta aceleração no ritmo de crescimento da atividade e perspectivas positivas para os próximos meses", diz o presidente da Fiergs, Gilberto Porcello Petry.
O índice de emprego, ao subir 1,8 e alcançar 50,4 pontos, ficou acima da linha divisória de 50 pela primeira vez desde abril de 2014, indicando expansão em relação ao mês anterior. A confirmar que a atividade industrial gaúcha ganhou força em agosto, embora a ociosidade permaneça elevada, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) cresceu de 66% para 68%, ainda abaixo da média do mês, de 71,2%. O indicador relativo à UCI usual ficou em 42,9 pontos. O valor inferior a 50 mostra que as empresas consideraram a UCI abaixo do nível usual do mês.
Os estoques de produtos finais seguiram um pouco acima do esperado pelas empresas, mas caíram na comparação com julho. O indicador de evolução foi de 49,3 pontos em agosto, e o de estoques em relação ao planejado atingiu 51,1. Nesse caso, a proximidade com a marca de 50 pontos revela que o excesso é pequeno.
O bom desempenho da atividade do setor industrial manteve as perspectivas dos empresários gaúchos nos níveis de julho, apesar de os indicadores de demanda, juntamente com os de compras de matérias-primas, terem recuado em setembro, respectivamente para 57 e 53,8 pontos. Os 50 pontos separam as expectativas de crescimento e queda para os próximos seis meses. Já para exportações, as projeções se tornaram mais otimistas, com índice de 56 pontos. Por outro lado, com relação ao emprego, o índice de 49,1 pontos manteve a perspectiva de queda para o período.
A visão um pouco mais otimista para um futuro próximo traz como consequência, em setembro, o aumento na intenção dos empresários industriais gaúchos em investir, embora o indicador de 47,1 pontos se mantenha em patamar baixo – varia de 0 a 100 –, ainda assim superior ao de agosto (46,5).
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