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Porto Alegre, quinta-feira, 28 de setembro de 2017. Atualizado às 00h20.

Jornal do Comércio

Economia

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Infraestrutura

Notícia da edição impressa de 28/09/2017. Alterada em 27/09 às 21h33min

Quatro usinas da Cemig são vendidas por R$ 12,1 bilhões

Hidrelétrica de Jaguara foi adquirida pelo consórcio Engie Brasil

Hidrelétrica de Jaguara foi adquirida pelo consórcio Engie Brasil


CEMIG/CEMIG/DIVULGAÇÃO/JC
O governo arrecadou R$ 12,1 bilhões com o leilão das quatro usinas de energia da Cemig, valor 9,7% superior ao valor mínimo das outorgas de R$ 11 bilhões. O resultado foi considerado positivo para o governo, segundo analistas, e atraiu empresas importantes que já conhecem e atuam no mercado brasileiro, mostrando confiança no País. Também foi um bom termômetro para a privatização da Eletrobras, avaliam os especialistas.
"O valor arrecadado foi elevado, e o leilão mostra que, apesar de todas as incertezas econômicas e políticas do momento, existe o interesse por investidores relevantes em colocar dinheiro no Brasil - afirmou Luciano Dias Losekann, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e pesquisador do Grupo de Economia da Energia (GEE).
Para Losekam, embora o volume de recursos seja elevado, o montante não será suficiente para resolver o problema fiscal, já que o desafio é muito significativo. Mas foi uma boa sinalização, diz o especialista, sobretudo porque há outros investimentos acontecendo, como os leilões da ANP realizados também nesta quarta-feira.
Para Victor Kodja, presidente do Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia (BBCE), plataforma de negociação de energia, o leilão pode ser considerado um sucesso tanto pela qualidade dos grupos que arremataram as usinas, tanto pelo montante arrecadado com as outorgas. "São grupos importantes, que já atuam no Brasil e conhecem o mercado local. O processo todo traz credibilidade para a privatização e é uma sinalização positiva para a venda da Eletrobras", avalia Kodja.
Segundo Kodja, os questionamentos da Cemig na Justiça não devem atrapalhar o resultado do certame. "Todos os processos de privatização sempre tiveram questionamentos na Justiça. E se o edital é bem feito não haverá problemas, como no caso do leilão de hoje", avalia.
De acordo com Losekann, aparentemente, o risco jurídico envolvido no leilão foi dissipado depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) ter autorizado sua realização. A Corte negou o pedido de liminar apresentado pela Cemig para suspender o leilão.
A Enel levou duas hidrelétricas, mas o maior desembolso será feito pelos chineses da Spic Pacific Energy. O certame ocorreu apesar da disputa judicial impetrada pela empresa mineira, que tentou até o último momento ao menos manter uma dessas hidrelétricas em seu portfólio.
Spic Pacific Energy levou a Usina de São Simão por R$ 7,180 bilhões, um ágio de 6,51% sobre a outorga mínima. Essa era a hidrelétrica de maior capacidade entre as que fazem parte do leilão organizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A hidrelétrica está localizada no rio Paranaíba entre Minas Gerais e Goiás e tem capacidade de geração de 1,7 gigawatts de potência. Os demais participantes não apresentaram proposta.
Já a usina de Jaguara teve como empresa vencedora o consórcio Engie Brasil (antiga Tractebel), que deu um lance de R$ 2,171 bilhões, 13,59% acima do valor mínimo. Ela disputou a hidrelétrica com a Enel, que ofereceu valor inferior (R$ 1,917 bilhão). A unidade de geração de energia está localizada no Rio Grande, entre Minas e São Paulo, tem potência instalada de 424 megawatts.
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