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Porto Alegre, quinta-feira, 28 de setembro de 2017. Atualizado às 00h20.

Jornal do Comércio

Economia

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Desenvolvimento

Notícia da edição impressa de 28/09/2017. Alterada em 27/09 às 22h24min

Cenário é de melhorias no Estado, dizem empresários em reunião na Federasul

Richter, Melnick, Fernandes de Aquino e Guenther (da esquerda para a direita) estiveram no Tá na Mesa

Richter, Melnick, Fernandes de Aquino e Guenther (da esquerda para a direita) estiveram no Tá na Mesa


/MARCELO G. RIBEIRO/JC
Adriana Lampert
Com vistas a duplicar o faturamento até 2022, a Stihl Ferramentas Motorizadas deve investir cerca de R$ 300 milhões no mercado gaúcho entre 2018 e 2020. Desse montante, R$ 38 milhões serão injetados na construção de um Centro de Inovação e Pesquisa, previsto para ser inaugurado no final do ano que vem. Recentemente, a Unisinos desembolsou R$ 210 milhões no projeto do Campus Porto Alegre, que passou a funcionar no primeiro semestre de 2017, com estrutura para atender 8 mil alunos nos próximos 10 anos. Outros
R$ 750 milhões foram investidos pela Melnick Even Incorporações e Construções S.A. em loteamentos no interior do Estado e incorporações na Capital e Região Metropolitana. Esses números, segundo os gestores das empresas, representam a confiança de que o mercado gaúcho apresenta um cenário de melhorias.
Em palestra durante a reunião de ontem do Tá na Mesa, da Federasul, os atuais projetos e expectativas da Stihl, da Melnick e da Unisinos foram apresentados em meio a discursos de confiança e positividade no que se refere ao desenvolvimento do Rio Grande do Sul nos próximos cinco anos. "Acreditamos na retomada, ainda que em meio à crise econômica que abalou o País, e cientes de que o Estado também passa por um período difícil", comentou o diretor-presidente executivo da Melnick Even e presidente do Conselho de Administração da Even Construtora e Incorporadora, Leandro Melnick.
Segundo Melnick, a empresa - que costuma entregar R$ 650 milhões de Valor Geral de Vendas (VGV) e gerar 20 mil empregos diretos e indiretos a cada ano -, em 2017, terá apenas R$ 150 milhões de VGV e deixará de empregar cerca de 3,5 mil pessoas (direta e indiretamente). "Apesar da retomada do mercado, tivemos bastante dificuldade para conseguir os licenciamentos e, devido a isso, teremos um único lançamento em Porto Alegre neste ano (enquanto o normal são cinco ou seis por ano)", diz Melnick.
O dirigente da Melnick explica que - em vista das mudanças "para melhorias" na estrutura da prefeitura - a liberação de licenças foi bastante complexa em 2017. "Na verdade, todo o Estado é muito frágil em termos de licenciamento, e piorou muito após o episódio da Boate Kiss", acrescenta o presidente da Stihl, Claudio Guenther.
Ao garantir que as empresas possuem equipes de engenheiros preparados para atender às exigências de licenciamento, Guenther criticou que, na contramão, a análise do trabalho destes profissionais é realizada por "concursados" sem especialização na área. Ainda assim, o empresário garantiu à plateia da Federasul que o Rio Grande do Sul apresenta um "cenário de melhorias na economia", o que é "positivo" para quem quer investir no Estado. "O crédito, o poder de compra da população e o mercado de trabalho estão reagindo." O presidente da Stihl afirmou que, em vista desta situação de melhorias e considerando a boa mão de obra gaúcha, a empresa deverá construir um segundo prédio para linha de produção de motores nos próximos anos.
Já o diretor do Campus Unisinos Porto Alegre, Cristiano Richter, destacou que a Universidade deve investir em um sistema de ciência, tecnologia e inovação na Capital, com foco em "derrubar a barreira que existe entre a academia e o setor produtivo do mercado". Neste sentido, Richter ressaltou que a Unisinos possui institutos tecnológicos, onde já ocorrem formação de recursos humanos, pesquisa e desenvolvimento e serviços tecnológicos.
Outra iniciativa da universidade, com foco em inovação, é o Parque Tecnológico da Unisinos (Tecnosinos). "Essa nova geração que está entrando para o mercado na área de tecnologia é um grande alento para o futuro do Estado", comentou. "A saída para o Rio Grande do Sul exportar produtos com valor agregado é o investimento em tecnologia", concordou o presidente da Stihl.
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