Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 27 de setembro de 2017. Atualizado às 15h40.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

mercado financeiro

Alterada em 27/09 às 15h42min

Dólar sobe pelo 3º dia, a R$ 3,19, com Fed; Bolsa registra 5ª queda seguida

Agência O Globo
O dólar comercial registra nesta quarta-feira sua terceira alta seguida frente ao real, seguindo a tendência da divisa americana em escala global depois de fala da presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano) aumentar as expectativas de aumento de juros nos EUA. A moeda avança 0,72% contra o real, cotada a R$ 3,192 para venda.
É o maior valor desde meados de agosto. Já o índice Dollar Spot, da Bloomberg, que mede a força da divisa contra dez pares internacionais, avança 0,56%. Os investidores também monitoram o lançamento de uma proposta de reforma tributária por Donald Trump nesta quarta-feira.
No mercado acionário, o índice de referência Ibovespa recua 1,3%, aos 73.328 pontos. É quinta a queda consecutiva da Bolsa, que chegou a subir pela manhã. De acordo com analistas, os investidores ignoram o sucesso do leilão de privatização das usinas da Cemig, que arrecadou R$ 12,1 bilhões, e dão mais atenção ao cenário político.
- São as notícias políticas internas que estão pesando. Ontem, a medida que permite que Moreira Franco continue venceu de forma super apertada, revelando uma fragilidade inesperada na base governista. Esse placar pode até não ameaçar o Temer, mas é uma mensagem de que o apoio da base vai custar caríssimo para ele. O afastamento de Aécio, que apoiava o presidente, e o recuo do petróleo também reforçam a desvalorização dos papéis - disse um gestor que preferiu não ser identificado.
Com os leilões de suas usinas, a Cemig - que também subia pela manhã - agora cai 1,36% (PN, por R$ 7,93). De acordo com analistas, havia a expectativa de que a companhia conseguisse ficar com uma das quatro usinas leiloadas.
A Petrobras, que participa dos leilões da ANP, também virou ao longo do pregão, e agora recua 1,92% (R$ 15,83, ON) e 2,31% (PN, por R$ 15,20).
Em discurso ontem, Janet Yellen, presidente do Fed, disse que a autoridade monetária não deveria se mover muito gradualmente, reforçando a percepção entre investidores de que o BC dos EUA promoverá nova alta dos juros este ano. A elevação das taxas tende a valorizar a moeda do país.
"Yellen, a presidente do Fed, foi bastante cuidadosa em seu discurso de ontem, quando abordou 'inflação, incertezas e política monetária' em Ohio. Segue acreditando que a inflação está sendo transitoriamente mantida abaixo da meta de 2%, mas, dadas as incertezas atuais, reforça a necessidade de fazer um ajuste 'gradual'. Mantém, portanto, 'viva' a expectativa de uma nova elevação de juros em 2017", escreveu Ignacio Crespo, economista da Guide Investimentos.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia