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Porto Alegre, segunda-feira, 25 de setembro de 2017. Atualizado às 22h40.

Jornal do Comércio

Economia

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Celulose

Notícia da edição impressa de 26/09/2017. Alterada em 25/09 às 21h06min

Antonov entrega painéis para Celulose Riograndense

Aeronave trouxe estruturas para caldeira da empresa sediada em Guaíba

Aeronave trouxe estruturas para caldeira da empresa sediada em Guaíba


/LEONARDO KERKHOVEN/CMPC CELULOSE RIOGRANDENSE/DIVULGAÇÃO/JC
Carolina Hickmann
Um dos maiores cargueiros do mundo, o avião Antonov 124, aterrissou ontem, no Aeroporto Internacional Salgado Filho, trazendo painéis para a caldeira da linha 2 da CMPC Celulose Riograndense, que está em parada técnica desde agosto deste ano. As peças, que pesam 30,4 toneladas e têm 17,2 metros de comprimento, foram transportadas no meio da tarde até a sede da empresa, em Guaíba. Uma empresa especializada realizou o deslocamento pela BR-290 a 30 km/h.
Este é o terceiro lote de material que chega ao Brasil por via aérea. No entanto, esta é a primeira carga com o uso de um Antonov que vem diretamente a Porto Alegre. As duas anteriores foram transportadas da Finlândia, onde são fabricadas, até o aeroporto de Viracopos, em São Paulo, e, de lá, seguiram por terra até a sede da empresa.
Os materiais são necessários para recuperar as caldeiras que sofreram avarias no início do ano. Desde lá, a planta está em parada geral, oficializada junto à bolsa de valores do Chile em agosto, com perdas estimadas em US$ 200 milhões - dano coberto pelo seguro contratado pela companhia. O planejamento da recuperação estende a parada até o dia 11 de novembro.
A planta destina mais de 90% de sua produção ao exterior, tendo como principal mercado a China. Com mais de R$ 5 bilhões em investimento - o maior da história recente da economia gaúcha -, a unidade quadruplicou sua capacidade em 2015, ao passar de 450 mil toneladas para 2 milhões de toneladas ao ano. De fevereiro a março, a produção na linha 2 esteve parada por 38 dias, quando houve o dano. Segundo o site da empresa, em julho, houve outra pausa de cerca de 30 dias, quando surgiu a identificação de que a operação poderia ter prosseguimento de forma reduzida, ou um plano de troca de partes de tubos das caldeiras seria necessário para a retomada da capacidade nominal. A segunda alternativa prevaleceu.
Outras peças devem ser necessárias para o reparo da linha de produção, porém estas serão entregues a partir de Viracopos e trazidas ao Estado por terra, como os outros lotes. Durante o período, a linha 1, com capacidade produtiva de 450 mil toneladas ao ano, as plantas químicas e a fábrica de papel que produz 60 mil toneladas ao ano mantiveram operação. Assim, a empresa conservou seus contratos com fornecedores com ajustes em seu planejamento de atividades.
 
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