Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 22 de setembro de 2017. Atualizado às 11h24.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

transportes

Alterada em 22/09 às 11h26min

Uber perde licença para operar em Londres e decisão tem apoio da Prefeitura

Carros continuarão podendo circular durante período que a empresa tem para recorrer da decisão

Carros continuarão podendo circular durante período que a empresa tem para recorrer da decisão


UBER/DIVULGAÇÃO/JC
O Uber, multinacional norte-americana que presta serviços eletrônicos na área do transporte privado urbano, perdeu nesta sexta-feira (22) a licença para operar em Londres, a cidade mais populosa da Europa e conhecida por sua ampla gama de transporte público. O regulador dos transportes da capital decidiu hoje que não renovaria a licença da empresa para operar a partir de 30 de setembro. O argumento do Transport for London (TfL) foi o de que a decisão tem como foco a segurança dos passageiros. "A TfL concluiu que o Uber London Limited não é adequado para ter uma licença de operador privado de locação", trouxe a nota oficial da instituição.
A medida recebeu o suporte do prefeito de Londres, Sadiq Khan. "Eu apoio totalmente a decisão da TfL - seria errado se a TfL continuasse a licenciar Uber se isso, de alguma maneira, representa uma ameaça à segurança e à segurança dos londrinos", enfatizou em sua página na rede social Facebook. No mesmo espaço, o prefeito defendeu que Londres esteja na vanguarda da inovação e das novas tecnologias e seja uma casa "natural" para as "novas e excitantes" empresas que ajudem os londrinos, proporcionando um serviço melhor e mais acessível. "No entanto, todas as empresas em Londres devem seguir as regras e aderir aos elevados padrões que esperamos - particularmente quando se trata da segurança dos clientes. Fornecer um serviço inovador não deve ser à custa da segurança e segurança do cliente", continuou.
Como a empresa terá 21 dias para recorrer da decisão, os carros do Uber continuarão a poder circular pela cidade durante esse período do processo. Os mais afetados pela medida, caso seja confirmada nos próximos dias, serão os cerca de 40 mil motoristas - a maioria estrangeira ou de origem estrangeira -, enquanto os maiores beneficiados serão os "black cabs", o serviço dos famosos carros pretos dos táxis de Londres.
Na avaliação do TfL, a abordagem e a conduta do Uber demonstram uma falta de responsabilidade corporativa em relação a uma série de questões que têm potenciais implicações de segurança e segurança pública. O regulador citou a atuação da empresa para denunciar crimes graves, dúvidas sobre como atestados médicos são obtidos, o bloqueio do acesso total ao aplicativo da empresa por órgãos reguladores, entre outros pontos.
A empresa foi licenciada em 2012 para um período de cinco anos. Em 26 de maio, conforme o TfL, o regulador concedeu uma extensão por mais quatro meses, enquanto concluía considerações sobre a atuação do Uber na cidade.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia