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Porto Alegre, quarta-feira, 20 de setembro de 2017. Atualizado às 11h52.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 21/09 às 17h32min

Juros fecham em baixa com IPCA-15 e relatório de inflação do BC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo -15 (IPCA-15) de setembro abaixo da mediana das estimativas e os números do Relatório Trimestral de Inflação (RTI) sustentaram os juros futuros em queda até o fechamento da sessão regular desta quinta-feira (21), a despeito da piora vista nas ações e câmbio domésticos. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 fechou em 7,565%, de 7,580% no ajuste da quarta-feira, e a do DI para janeiro de 2019 caiu de 7,37% para 7,30%.
A taxa do DI para janeiro de 2020 passou de 8,17% para 8,05% e a do DI janeiro de 2021, de 8,82% para 8,72%. A taxa do DI para janeiro de 2023 fechou em 9,37%, de 9,47%.
Tanto o documento, que trouxe as estimativas do Banco Central para o IPCA até 2020, quanto o índice de inflação sinalizaram que o cenário para os preços é bastante tranquilo, confirmando a manutenção da Selic em níveis baixos por muito tempo, provavelmente ao longo de todo o ano de 2018.
No cenário de mercado, com câmbio e Selic da pesquisa Focus, as projeções do BC para o IPCA são de 3,2%, 4,3%, 4,2% e 4,1% para os anos de 2017 a 2020, e, se confirmadas, estarão todas dentro das metas estipuladas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Já o IPCA-15 de setembro ficou em 0,11%, menor patamar para o mês desde 2006 (0,05%), e abaixo da mediana das estimativas coletadas pelo Projeções Broadcast, que era de 0,14%.
"O IPCA-15 veio muito bem, deixando a ponta curta da curva ainda mais tranquila, enquanto as projeções do RTI para o longo prazo ajudaram os vencimentos entre 2019 e 2021", afirmou o estrategista de renda fixa da Coinvalores, Paulo Nepomuceno.
O RTI e a entrevista do diretor de Política Econômica do BC, Carlos Viana, endossaram a mensagem recente de que o ciclo de ajuste da Selic deve ser encerrado de maneira gradual e que a autoridade monetária vê neste momento uma redução do corte na reunião de outubro como moderada. Com isso, a precificação para a Selic na curva a termo segue sendo de cortes de 0,75 ponto porcentual para a reunião de outubro e de 0,50 ponto para dezembro, com a Selic encerrando o ano em 7%.
Pouco antes do fechamento deste texto, o Ministério do Trabalho divulgou o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), com saldo positivo de 35.457 vagas em agosto, melhor resultado para o mês desde 2014.
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