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Porto Alegre, quarta-feira, 20 de setembro de 2017. Atualizado às 11h52.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Alterada em 21/09 às 10h45min

Para próxima reunião, Copom vê como adequada redução moderada do corte na Selic

O Relatório Trimestral de Inflação (RTI) divulgado nesta quinta-feira (21) pelo Banco Central praticamente repetiu as avaliações que já constavam na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), publicada na semana passada. O documento reafirma que os diretores da instituição veem neste momento, como adequada, uma redução moderada na magnitude de flexibilização monetária, sinalizando cortes menores na Selic nas próximas reuniões, bem como já anteveem o encerramento gradual do atual ciclo de redução nos juros.
"Não obstante as perspectivas acima, o Copom ressalta que o processo de flexibilização continuará dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação", repete o RTI.
De acordo com o BC, o comportamento da inflação permanece bastante favorável. Repetindo a ata do Copom, o RTI citou que a convergência da inflação para a meta de 4,5% no horizonte relevante - que inclui 2018 - é compatível com o processo de flexibilização monetária.
O BC também voltou a afirmar no RTI que o Copom entende que a conjuntura econômica prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural. "O Comitê enfatiza que o processo de reformas, como as recentes aprovações de medidas na área creditícia, e de ajustes necessários na economia brasileira contribui para a queda da sua taxa de juros estrutural. As estimativas dessa taxa serão continuamente reavaliadas pelo Comitê", frisou.
O relatório agora divulgado também reafirma que o balanço de riscos considera possível que efeitos secundários do contínuo choque favorável nos preços de alimentos e da inflação de bens industriais em níveis correntes baixos pode produzir trajetória de inflação abaixo do esperado.
"Por outro lado, uma frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira pode afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a política monetária", voltou a alertar o BC. "Esse risco se intensifica no caso de reversão do corrente cenário externo favorável para economias emergentes", completou.
O documento reforça que o conjunto dos indicadores de atividade econômica divulgados desde a última reunião do Copom mostra sinais compatíveis com a recuperação gradual da economia brasileira. O BC também reafirma que persiste um alto nível de ociosidade nos fatores de produção, seja na capacidade da indústria seja pela taxa de desemprego.
Sobre o cenário externo, o RTI o considera favorável, uma vez que as atividade econômica global estaria se recuperando sem pressionar as condições financeiras nas economias avançadas. "Isso contribui para manter o apetite ao risco em relação a economias emergentes", avalia o documento.
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