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Porto Alegre, terça-feira, 19 de setembro de 2017. Atualizado às 18h05.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 19/09 às 18h25min

Royalties de campos maduros devem cair até o final deste ano, diz ANP

Até o final deste ano a redução de royalties de campos maduros (em fim de produção) deve estar aprovada, informou o diretor geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Décio Odone.
Em palestra na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Odone disse que reduzir royalties é fundamental para atrair investimentos e garantir o aumento de produção dos campos maduros do País, principalmente os localizados na Bacia de Campos, que está em franco declínio.
Na Bacia de Campos, 60% dos campos são considerados maduros. A região já respondeu por mais de 80% da produção nacional de petróleo e gás natural, e hoje está em torno dos 50%.
Odone destacou que, apesar de ser líder em tecnologia de águas profundas, a Petrobras não desenvolveu expertise na recuperação de campos maduros, o que poderá ser feito agora por outras empresas do setor.
"É difícil que uma empresa tenha a mesma excelência em todos os ciclos da indústria de petróleo. Ela (Petrobras) se especializou em águas profundas, é líder mundial de águas profundas, mas não é líder na recuperação de campos maduros, tem que reconhecer isso também", avaliou.
O Brasil está bem atrás no ranking de recuperação de campos maduros, com média de 24% ante 35% do mundo. Na Noruega, por exemplo, esse fator é de 70%. "Precisamos que esta dinâmica seja incorporada na dinâmica do Brasil", completou.
De acordo com Odone, se o Brasil elevasse o fator de recuperação de 24% para 30% seriam incorporados cerca de 6 bilhões de barris às reservas só por tecnologia, "sem a perfuração de nenhum poço extra", disse. Para produzir cada bilhão de barris de petróleo ele prevê investimentos da ordem de R$ 26 bilhões e royalties de R$ 16 bilhões que incidiriam na produção adicional do campo.
"Essa discussão leva a uma redução de royalties até 5%, tem discussões também de como entraria um operador emergencial, no caso de um problema financeiro do operador, e também sobre se as reservas poderiam ser dadas como garantia", explicou o executivo.
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