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Porto Alegre, segunda-feira, 18 de setembro de 2017. Atualizado às 14h27.

Jornal do Comércio

Economia

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Tecnologia

Alterada em 18/09 às 14h28min

Vendas de tablets caem 8% e somam 790 mil unidades no 2º trimestre, diz IDC

Em comparação com o primeiro trimestre de 2017, o valor médio dos aparelhos teve alta de 6%

Em comparação com o primeiro trimestre de 2017, o valor médio dos aparelhos teve alta de 6%


ROSLAN RAHMAN/AFP/ARQUIVO/JC
As vendas de tablets no Brasil caíram 8% no segundo trimestre de 2017 em comparação ao mesmo período do ano passado. Ao todo foram vendidos 790 mil aparelhos contra 860 mil em 2016. A receita com a comercialização de tablets foi de R$ 400 milhões, recuo de 11%, de acordo com pesquisa divulgada nesta segunda-feira (18) pela consultoria IDC Brasil, que acompanha os mercados de tecnologia da informação e telecomunicações.
Segundo a consultoria, esse movimento já era esperado. "Temos observado um comportamento agressivo dos fabricantes, com preços promocionais e brindes para frear a queda. Além disso, notamos que as empresas estão diversificando os produtos para gerar mais demanda", diz Wellington La Falce, analista de mercado da IDC Brasil. "O mercado de tablets para o público infantil é bastante forte, mas produtos voltados para o idoso, por exemplo, estão entrando agora no radar", avalia La Falce.
A IDC destaca também a alteração do preço médio no período. Em comparação com o primeiro trimestre de 2017, o valor médio dos aparelhos teve alta de 6%, passando de R$ 477, de janeiro a março, para R$ 505, de abril a junho.
Na comparação ano a ano, houve crescimento de 14%, já que o tíquete médio no segundo trimestre de 2016 foi de R$ 443. "Os aparelhos de melhor qualidade tiveram mais espaço no período. O setor está empenhado em mostrar que os tablets não são apenas para entretenimento e sim para educação, trabalho e para consumo de conteúdo em geral", argumenta o analista.
Para a IDC, até o fim de 2017 devem ser comercializados 3,75 milhões de tablets, o que consolida o recuo de 6% nas vendas ante 2016, quando 4 milhões foram vendidos. "A receita total de 2017 deve fechar o ano em R$ 1,967 bilhão. O que representa uma retração de 6% na comparação com os números do último ano", conclui La Falce.
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