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Porto Alegre, quinta-feira, 14 de setembro de 2017. Atualizado às 22h38.

Jornal do Comércio

Economia

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EMPREGO

Notícia da edição impressa de 15/09/2017. Alterada em 14/09 às 21h26min

Jovens são os mais afetados na crise, diz Ipea

Salários pagos com carteira assinada no setor privado subiram 3,6%

Salários pagos com carteira assinada no setor privado subiram 3,6%


/ANTONIO PAZ/ARQUIVO/JC
Os movimentos do mercado de trabalho brasileiro mostram que a crise econômica enfrentada pelo País atinge com mais intensidade os mais jovens, que também têm maiores dificuldades de conseguir emprego e mais chances de serem demitidos. A informação foi divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), na seção Mercado de Trabalho do blog da Carta de Conjuntura. No segundo trimestre deste ano, do total de desempregados com idade entre 18 e 24 anos, apenas 25% foram recolocados no mercado de trabalho, atingindo um nível bem abaixo do observado no início da pesquisa em 2012, de 37%. As análises são feitas com base nos microdados extraídos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnadc), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre os que perderam o emprego, o segmento dos mais jovens forma o grupo com maior perda percentual de ocupação. De 2012 a 2017, os trabalhadores com idade entre 18 e 24 anos que estavam ocupados e foram dispensados, passou de 5,2% para 7,2%.
"Os dados salariais revelam que, além de receber as menores remunerações, o grupo dos trabalhadores mais jovens apresenta queda de salário (de 0,5% na comparação com o mesmo período de 2016). Na outra ponta, os empregados com mais de 60 anos elevaram em 14% seus ganhos salariais, na mesma base de comparação", diz o documento.
De abril a junho deste ano, enquanto os empregados com mais de 60 anos receberam, em média, R$ 2.881,00, aqueles com idade entre 18 e 24 anos obtiveram remuneração média de R$ 1.122,00. Segundo o Ipea, no segundo trimestre, o País tinha aproximadamente 13,5 milhões de desocupados, entre os quais 65% com idade inferior a 40 anos.
No segundo trimestre deste ano, 31,7% dos trabalhadores que estavam desocupados no trimestre anterior conseguiram voltar ao mercado de trabalho, ou seja, uma expansão de quase três pontos percentuais quando comparada ao observado no mesmo trimestre de 2016. Na outra ponta, o percentual de pessoas que ficaram desempregadas recuou de 3,6% no segundo trimestre de 2016 para 3,4% no mesmo período de 2017.
"A melhora do mercado de trabalho no segundo trimestre de 2017 foi decorrente de um maior dinamismo do mercado informal, que, sozinho respondeu por 1 milhão de um total de 1,3 milhão de trabalhadores incorporados à população ocupada. De fato, dentre os trabalhadores que estavam desempregados e conseguiram nova ocupação, 43% foram incorporados pelo mercado informal, 28% obtiveram uma vaga formal, 28% passaram a trabalhar por conta própria e 1% viraram empregadores", diz o estudo do Ipea.
Se por um lado o mercado de trabalho formal vem perdendo o dinamismo ao longo dos últimos trimestres, no que se refere à criação de vagas, por outro, ele vem reduzindo o ritmo de demissões e expandindo seus rendimentos a taxas superiores às dos demais.
De abril a junho passado, de todos os trabalhadores que foram demitidos, 32% estavam empregados no mercado formal, percentual este que é 10 pontos percentuais menor que o observado há dois anos. Adicionalmente, a alta de 3,6% dos salários pagos pelo setor privado com carteira assinada é maior que a dos informais, que teve queda de 2,9%, e a dos trabalhadores por conta própria, que recuou 1,2%.
No caso do setor informal, observa-se uma estabilidade ao longo do tempo - 38% desses trabalhadores perdem o emprego a cada trimestre -, sinalizando que o setor informal recebeu o maior número de desempregados.
 
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