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Porto Alegre, segunda-feira, 11 de setembro de 2017. Atualizado às 22h51.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Notícia da edição impressa de 12/09/2017. Alterada em 11/09 às 21h34min

Nova contribuição negocial pode ser maior que 1 dia de trabalho, diz UGT

Segundo Patah, medida representará carga menor aos trabalhadores

Segundo Patah, medida representará carga menor aos trabalhadores


/WILSON DIAS/AGÊNCIA BRASIL/JC
A nova contribuição que os trabalhadores poderão ter de pagar em substituição ao imposto sindical vai unificar três diferentes pagamentos feitos aos sindicatos e, "com certeza absoluta", poderá ser maior que o equivalente a um dia de trabalho. A afirmação foi feita pelo presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, que lembrou que atualmente empregados não pagam apenas a contribuição sindical e, em alguns casos, têm de pagar a contribuição confederativa e assistencial.
Após reunião ontem com o presidente Michel Temer e os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Trabalho, Ronaldo Nogueira, o presidente da UGT defendeu a proposta de uma nova contribuição a ser paga por todos os trabalhadores beneficiados pelas negociações coletivas.
O presidente da central sindical argumenta que atualmente trabalhadores sindicalizados pagam três diferentes contribuições: o imposto sindical, a contribuição confederativa e a assistencial. Juntas, as três podem chegar ao equivalente a três dias de trabalho, reforçou o sindicalista após a reunião. Diante desse quadro, Patah argumenta que a nova contribuição representará carga menor aos trabalhadores. "Com certeza absoluta, a somatória das três poderá ser mais que um dia", disse.
Patah não quis detalhar qual valor deve ser pago pelos empregados para manter a estrutura sindical. "Quem vai decidir (os valores) são os trabalhadores em assembleia", respondeu. "Nós queremos ter recursos suficientes para fazer trabalho para acabar com a informalidade, discriminação racial e da mulher. Nós temos que ter condições para estrutura sindical forte", disse.
Temer pretende editar em outubro uma Medida Provisória (MP) com ajustes na reforma trabalhista, cujas regras passarão a valer em novembro. A ideia é antecipar a iniciativa para evitar que as mudanças nos direitos trabalhistas passem a vigorar sem as salvaguardas que foram negociadas com o Senado. A minuta da MP será enviada aos partidos da base aliada neste mês. A intenção é de que, em um prazo de 30 dias, haja consenso para que seja assinada pelo presidente no início da segunda quinzena de outubro.
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