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Porto Alegre, segunda-feira, 11 de setembro de 2017. Atualizado às 22h46.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

Notícia da edição impressa de 12/09/2017. Alterada em 11/09 às 21h49min

Estabilidade não é suficiente para retomada industrial do País

Concorrentes externos mais competitivos fizeram a indústria perder espaço no mercado interno

Concorrentes externos mais competitivos fizeram a indústria perder espaço no mercado interno


/CLAUDIO FACHEL/ARQUIVO/JC
Um ambiente macroeconômico favorável, com juros baixos e inflação controlada, é necessário, mas não suficiente para garantir o desenvolvimento da indústria de transformação brasileira, que voltou a níveis de 30 anos atrás, disse ontem o diretor de competitividade da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Mario Bernardini.
Além da estabilidade macroeconômica e de medidas microeconômicas que reduzam as ineficiências do Brasil, é preciso uma reforma política e do Estado, defendeu o diretor da Abimaq. "Ineficiências sistêmicas levaram a uma forte destruição da indústria no Brasil", alega o diretor da Abimaq, citando que aumentou a diferença tecnológica entre a indústria brasileira e a do exterior. É preciso uma política de Estado para recriar a indústria, ressaltou durante palestra no 14º Fórum de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Bernardini observou que o Estado brasileiro se tornou disfuncional, tanto do ponto de vista político como administrativo. Entre os diversos problemas, o executivo mencionou que há excesso de partidos políticos, instituições conflitantes e politizadas, judicialização excessiva no País e burocracia pública ineficiente. "Há 30 anos que a indústria brasileira não sai do lugar", afirmou Bernardini. "Se houver consenso que o desenvolvimento precisa do setor industrial, o Brasil está fazendo errado há três décadas", afirma ele, ressaltando que o País passou por forte processo de desindustrialização nos últimos 30 anos. A participação da indústria de transformação no Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 36% em 1985 para 10,8% em 2016.
A desindustrialização do Brasil ocorreu de forma rápida, destaca Bernardini. Ao mesmo tempo, os setores industriais da Coreia do Sul e de outros países tiveram comportamento oposto, e a participação da indústria de transformação no PIB aumentou. "Perdemos capacidade de competir nos mercados internacionais", afirma Bernardini. Além de reduzir a presença no exterior, a indústria brasileira perdeu espaço no mercado interno, por causa de concorrentes externos mais competitivos. "A perda de nossa competitividade decorreu basicamente de a manufatura brasileira deixar de ter preços competitivos", diz o diretor. "A consolidação da China como 'fábrica mundial' coincidiu com a perda de competitividade da manufatura brasileira."
Ao comentar as causas da desindustrialização, o diretor da Abimaq ressaltou que a taxa de câmbio foi mantida apreciada ao longo dos últimos anos, reduzindo margens e competitividade da indústria brasileira. Outro fator foi a taxa elevada de juros, que desestimula investimentos e aumenta os custos de produção.
 

Emplacamento de implementos rodoviários cai 14,37% entre janeiro e agosto

O volume de implementos rodoviários emplacados de janeiro a agosto de 2017 está 14,37% abaixo do total vendido no mesmo período do ano passado. De acordo com dados divulgados ontem pela Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir), a indústria entregou 36,505 mil unidades ante 42,629 mil no mesmo período de 2016.
O mercado de reboques e semirreboques apresentou queda de 8,14% de janeiro a agosto de 2017. No período, foram emplacados 15,290 mil produtos, ante 16,645 mil no mesmo período do ano passado, com seis segmentos apresentando variação positiva: baú carga geral, carrega tudo, baú frigorífico, baú lonado, tanque carbono e tanque alumínio.
"O resultado com seis segmentos positivos ainda é tímido em face de nossas perdas acumuladas, mas, de qualquer forma, é um bom alento, porque são negócios concretos", afirmou Alcides Braga, presidente da Anfir. Mesmo assim a retração no volume total continua. No mercado carroceria sobre chassis, a retração foi de 18,35%, com 21,215 mil contra 25,984 mil no mesmo período de 2016. Para o presidente da Anfir, é necessária a criação de um cenário mais favorável ao acesso ao crédito. "Dinheiro para emprestar existe, mas as condições não são favoráveis à indústria", lamentou.

Produção do setor eletroeletrônico aumenta 5,4% em julho

Barbato observa solidez no ritmo de crescimento, mas considera cedo para comemorar

Barbato observa solidez no ritmo de crescimento, mas considera cedo para comemorar


FREDY VIEIRA/JC
A produção industrial do setor eletroeletrônico, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cresceu 5,4% no mês de julho de 2017 em relação a julho de 2016. É o que mostram os dados divulgados pelo IBGE e agregados pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).
O desempenho foi puxado pelo acréscimo de 23,8% da indústria eletrônica, visto que a indústria elétrica recuou 7,0% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Nos últimos três meses, os resultados apontados em 2017 ultrapassaram os de 2016, e quase atingiram os registrados em 2015. Em relação a junho de 2017, com ajuste sazonal, o crescimento do setor foi de 3,1%, com elevação tanto na área eletrônica ( 5,9%) quanto na área elétrica ( 0,7%).
No acumulado de janeiro a julho de 2017, a produção industrial do setor eletroeletrônico cresceu 4,0% em relação ao igual período de 2016. Este incremento foi resultado da elevação de 19,7% na área eletrônica, que apontou aumento na produção em todos os segmentos analisados.
"Já conseguimos observar uma solidez no ritmo de crescimento", afirma o presidente da Abinee, Humberto Barbato. Ele acrescenta, entretanto, que ainda é cedo para comemorar. "Estamos em processo de reconstrução depois de um terremoto."
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