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Porto Alegre, sexta-feira, 08 de setembro de 2017. Atualizado às 19h44.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

08/09/2017 - 11h30min. Alterada em 08/09 às 11h30min

Mercado futuro de juros se ajusta a Copom mais gradual em dia de agenda vazia

Após a confirmação de corte de um ponto porcentual da Selic, para 8,25%, na reunião do Copom de quarta-feira (6), o mercado de juros volta do feriado se ajustando à sinalização de redução do ritmo de afrouxamento monetário a partir de agora.
Segundo profissionais de renda fixa consultados pela Agência Estado após a decisão, essa reação, no entanto, tende a ser comedida, depois do rali de quarta-feira com o IPCA abaixo do esperado, e as taxas de curto e médio prazo podem ficar entre estabilidade e queda. Por causa do IPCA, porém, vários analistas começaram a cogitar o BC deixar em aberto a possibilidade de outro corte de 1 ponto.
A agenda no dia está esvaziada e tende a limitar a liquidez. No exterior, o dólar mostra fraqueza ante as principais rivais e sinais mistos ante as emergentes. Além disso, o mercado também digere o depoimento do ex-ministro Antonio Palocci incriminando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a prisão nesta manhã do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB). O pedido de prisão do Ministério Público Federal ocorreu após a Polícia Federal apreender, na terça-feira (5), R$ 51 milhões em espécie num bunker onde Geddel guardava a fortuna.
O comitê reduziu a Selic em um ponto porcentual, para 8,25%, como era esperado, para o menor patamar desde maio de 2013 (8,00%), e disse ser "adequada uma redução moderada na magnitude de flexibilização monetária" na próxima reunião em 24 e 25 de outubro. Para confirmar essa tendência de moderação dos cortes de juro, o BC cita ainda que "nessas mesmas condições, o Comitê antevê encerramento gradual do ciclo".
Segundo o BC, a conjuntura econômica atual "prescreve política monetária estimulativa", um tipo de avaliação inédita feita pelo BC. No documento, o Copom reafirma que "o processo de reformas e de ajustes necessários na economia brasileira contribui para a queda da sua taxa de juros estrutural".
No documento, o BC também atualizou suas projeções para a inflação. No cenário de mercado - que utiliza expectativas para câmbio e juros do mercado financeiro -, o BC alterou sua projeção para o IPCA em 2017 de 3,6% para 3,3%. No caso de 2018, a expectativa subiu ligeiramente, de 4,3% para 4,4%.
O economista José Júlio Senna, ex-diretor do Banco Central (BC) e chefe de estudos monetários do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), disse ao Broadcast que o Copom caminha para cortar a Selic em 0,75 ponto porcentual na próxima reunião, prevista para o fim de outubro.
Já o economista do Banco Pine, Marco Caruso, avalia que o comunicado indica cortes de 0,75 ponto porcentual e 0,5 ponto porcentual nas duas próximas reuniões.
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