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Porto Alegre, sexta-feira, 08 de setembro de 2017. Atualizado às 19h29.

Jornal do Comércio

Economia

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ENERGIA

Notícia da edição impressa de 08/09/2017. Alterada em 08/09 às 08h35min

União pode importar eletricidade para preservar reservatórios

Objetivo da União é economizar a água dos reservatórios

Objetivo da União é economizar a água dos reservatórios


ALEXANDRE MARCHETTI/ITAIPU BINACIONAL/DIVULGAÇÃO/JC
O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que reúne as principais autoridades da área, avalia aumentar a importação de eletricidade para preservar a água armazenada nos reservatórios usados para gerar energia no Brasil. Uma nova reunião será realizada em 15 dias para decidir quais medidas serão tomadas.
 O comitê alertou que as previsões meteorológicas indicam que pode chover abaixo da média no Centro-Norte do Brasil e atraso no início da próxima estação chuvosa na região. Além disso, as chuvas previstas para a região Sul estão bem abaixo da média histórica e, por isso, passou a receber energia do Sudeste/Centro-Oeste. Com esse quadro, o governo avalia medidas para economizar a água dos reservatórios.
O CMSE estuda opções como o aumento da importação internacional de energia a preços competitivos, a adoção de medidas de incentivo ao uso racional de energia e a majoração das transferências de energia entre os subsistemas. "Foi reiterada a garantia do suprimento, porém chamou-se a atenção para o aumento dos custos da energia associado à utilização de recursos com preço final mais elevado", informa nota divulgada pelo Ministério Minas e Energia.
O Brasil importa energia, principalmente, da Argentina e do Uruguai. Dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apontam para o baixo nível dos reservatórios no País. Na região Sul, está em 54,46%. No Norte, em 50,19%. No sistema Sudeste/Centro-Oeste, o nível de armazenamento é de 31,73%. A situação mais crítica é no Nordeste, onde os reservatórios operam apenas com 12% da capacidade. Por isso, a principal atenção está na adoção de medidas para preservar os estoques dos reservatórios das usinas hidrelétricas do rio São Francisco, a fim de proporcionar maior segurança hídrica.
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