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Porto Alegre, sexta-feira, 08 de setembro de 2017. Atualizado às 17h54.

Jornal do Comércio

Economia

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indústria

Notícia da edição impressa de 05/09/2017. Alterada em 04/09 às 20h55min

Após incêndio em Caxias, Marcopolo suspende produção parcialmente nesta semana

Roberto Hunoff, de Caxias do Sul
A Marcopolo S.A. anunciou que as atividades de suas unidades Ana Rech e Planalto, em Caxias do Sul, ficarão paralisadas parcialmente durante esta semana. A companhia utilizará a semana mais curta, de apenas três dias, em razão do feriado da Pátria, para avaliar impactos, medidas a serem tomadas e programar produção. Segundo a direção da empresa, o mais importante foi não ter havido feridos na ocorrência.
Apesar de o ônibus ser composto predominantemente por estrutura de aço e chapas de aço e alumínio, os componentes plásticos são itens relevantes para o acabamento dos produtos, e, por isso, a paralisação na sua fabricação pode afetar a produção e a montagem do veículo como um todo. Pelo fato de o incêndio ter ocorrido em uma unidade que fica separada da linha de produção de ônibus, nenhum veículo pronto ou em fabricação foi atingido, assim como também nenhum chassi que estava aguardando a programação para entrar em linha.
De acordo com José Antonio Fernandes Martins, vice-presidente para Assuntos Institucionais da Marcopolo, os prejuízos causados pelo incêndio de domingo somente poderão ser avaliados após a conclusão das perícias para apurar as causas do fogo. E adiantou que estas informações serão tornadas públicas por meio de comunicados ao mercado via bolsa de valores. "Vamos tratar destas questões com transparência e seriedade. Qualquer informação diferente é mera especulação", afirmou.
Construída em 2008, em área de 16 mil metros quadrados, que representa em torno de 15% da área total coberta de Ana Rech, a unidade de componentes plásticos da Marcopolo é a mais recente no complexo industrial e, segundo a empresa, atende aos requisitos e às normas de segurança vigentes. Com cerca de 600 colaboradores, a operação é dedicada à produção de componentes de ônibus, internos e externos, como teto e revestimentos internos. Junto com o fornecimento de tradicionais parceiros externos localizados em Caxias do Sul, foi concebida para que a Marcopolo tornasse mais eficiente o desenvolvimento e o fornecimento de componentes plásticos utilizados nos ônibus.
O incêndio que destruiu a unidade de componentes plásticos, na tarde de domingo, levou mais de três horas para ser controlado. O fogo começou por volta das 16h e mobilizou todas as guarnições do Corpo de Bombeiros de Caxias do Sul, mais o reforço das corporações de Bento Gonçalves e Flores da Cunha, além de bombeiros voluntários de Carlos Barbosa, Garibaldi, Igrejinha, Nova Petrópolis e a Brigada de Incêndio da Marcopolo. Ambulâncias do Samu e de empresas de resgate médico foram acionadas, mas não houve registro de feridos graves, apenas leves.
Conforme as informações do Corpo de Bombeiros de Caxias, uma viatura permaneceu de prontidão durante toda a madrugada de segunda-feira em virtude da grande quantidade de materiais inflamáveis armazenada no local. No entanto, após as 21h de domingo já não eram identificados focos de incêndio. A provável causa é que o fogo tenha começado acidentalmente em um setor que trabalha com material plástico usado na fabricação das carrocerias. No entanto, é necessário aguardar o resultado da perícia, ainda sem data definida.
 
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Comentários
GENESIO PEDRO BONDAN 05/09/2017 13h13min
é lamentável, mas a empresa logo recuperará o prejuizo