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Porto Alegre, sexta-feira, 08 de setembro de 2017. Atualizado às 16h49.

Jornal do Comércio

Economia

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Gestão

Notícia da edição impressa de 04/09/2017. Alterada em 03/09 às 22h12min

Processo seletivo passa por transformação no País

Currículo de alto nível é insuficiente para garantir vaga no mercado

Currículo de alto nível é insuficiente para garantir vaga no mercado


/JOÃO MATTOS/arquivo/JC
Camila Silva
Em um cenário de quase 14 milhões de desempregados, ter um currículo com alto nível técnico se tornou obrigação para os candidatos a uma vaga no Brasil. Porém, atualmente, o currículo técnico não é o suficiente para ingressar no mercado de trabalho, que exige cada vez mais competências dos candidatos. As empresas estão modificando a maneira de contratar, adotando testes comportamentais como carro-chefe na busca pelo profissional ideal.
Especialistas apontam que as empresas estão exigindo dos profissionais de recursos humanos a contratação de profissionais que se identifiquem com a cultura da organização. Ou seja, possuam valores e comportamento social semelhantes aos funcionários que já integram a equipe da empresa.
"O mercado atual pede uma reflexão das empresas e dos candidatos, é preciso se preparar bem, realizar uma boa avaliação e acima de tudo, ter resiliência", afirma Fábio Souza, sócio da De Bernt, consultoria em recursos humanos com foco no mercado corporativo. Para Souza, é necessário que as empresas considerem que não é possível mais contratar alguém apenas pelo seu conhecimento técnico. Agora, analisar as competências comportamentais e o alinhamento dos valores é fundamental.
Um dos pontos principais na mudança dos processos seletivos é a inclusão do setor que está contratando nas etapas de seleção. Dessa maneira, as empresas têm a possibilidade de verificar o comportamento do candidato diante de situações reais.
Cassio Matos, vice-presidente de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), destaca outros dois pontos que mudaram nos processos de recrutamento e seleção das empresas. O primeiro deles é a utilização da tecnologia para encontrar candidatos. As redes sociais são fortes aliadas das empresas de recrutamento e seleção. Segundo dados da rede social profissional Linkedin, atualmente, existem 25 milhões de perfis brasileiros cadastrados. O País ocupa o terceiro lugar no ranking mundial da rede social.
Outro ponto fundamental é a utilização de testes comportamentais. Entre os testes utilizados, Matos destaca a Análise de Perfil Pessoal (PPA), avaliação comportamental da Disc - Thomas Internacional, empresa especialista em avaliação pessoal. O teste é realizado em oito minutos, e a avaliação psicométrica promete traçar um perfil do candidato detalhando os pontos fortes e suas limitações, bem como seu estilo de valor para os negócios, o que os motiva, seus receios básicos e como se comporta sob pressão.
Além disso, as empresas estão priorizando características que antes eram secundárias, como, por exemplo, perfil de liderança e protagonismo, mesmo em cargos que não são de chefia. Conforme dados do Cadastro Geral de Empregos e Desempregos (Caged), o Brasil gerou no primeiro semestre deste ano 67.358 vagas formais de trabalho. Apesar de os números serem os melhores desde 2014, Matos considera estar cada vez mais difícil fechar as vagas. "Quando uma empresa abre uma vaga é mais demorado para fechar, tamanha a complexidade dos perfis exigidos", ressalta o vice-presidente da ABRH.
Por mês, a empresa de consultoria de recursos humanos, recrutamento e seleção Place recebe cerca de 350 candidatos, e a abertura de vagas chega a 20 em média. A empresa atua em cargos de analista, especialista, coordenação e gerentes, com salário médio de R$ 2,5 mil. Segundo Rosi Sussenback, gerente geral da empresa, além de se identificar com a cultura da organização é necessário que os candidatos tenham uma característica de generalistas. "No ano passado foram abertas menos vagas de trabalho, enquanto as exigências das empresas aumentaram", frisa.
Considerada pelos especialistas uma empresa referência no que se diz respeito ao processo de recrutamento e seleção, a rede varejista Magazine Luiza procura tornar o processo seletivo uma experiência positiva para o candidato. "Decidimos oferecer um feedback aos candidatos reprovados, esse é um grande diferencial dos nossos processos seletivos", afirma Patrícia Pugas, diretora executiva de Gestão de Pessoas do Magazine Luiza. Desta maneira, a empresa viabiliza um possível contato com o candidato.
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Varejista utiliza dinâmicas esportivas para contratar

Colaboradores da Decathlon participam de atividades esportivas

Colaboradores da Decathlon participam de atividades esportivas


DECATHLON/DECATHLON/DIVULGAÇÃO/JC
Para encontrar profissionais com forte ligação aos esportes, a rede francesa de artigos esportivos Decathlon, que têm 21 unidades no Brasil, reformulou seu processo seletivo. A empresa tinha dificuldade de identificar o perfil do candidato, o que levava à contratação de pessoas que não se encaixavam na cultura da rede.
Há três anos, a Decathlon modificou os processos seletivos, adotando dinâmicas esportivas de grupo, onde os candidatos participam de competições em várias modalidades. O objetivo é encontrar colaboradores com espírito de liderança e que gostem de desafios. Posteriormente, ocorrem entrevistas individuais.
"As entrevistas se tornaram muito mais fáceis, uma vez que já possuímos uma visão mais clara sobre o perfil do candidato", frisa Rafael Palhano, um dos responsáveis pela implementação e treinamento de colaboradores na empresa. A mudança rendeu bons frutos. Cerca de 400 colaboradores já foram contratados neste modelo e a rotatividade na empresa recuou em 25%. A Decathlon tem o esporte no seu DNA, adotando as práticas esportivas também em reuniões de seus profissionais.
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Comentários
Fernando 04/09/2017 09h07min
Ter um emprego hoje em dia é um luxo! Depois não sabem por que os desempregados e crimes crescem; e dizem que o livre mercado se regula sem Estado.