Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 08 de setembro de 2017. Atualizado às 16h49.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Mercado Financeiro

01/09/2017 - 17h29min. Alterada em 01/09 às 17h29min

Juros longos fecham em alta, mas curtos recuam com apostas do Copom

Os juros futuros de longo prazo fecharam a sessão regular desta sexta-feira, (1º) com sinais distintos, mas não muito distantes dos ajustes anteriores. Os contratos de curtíssimo prazo, até 2019, fecharam em queda, e os demais vencimentos terminaram em alta, definida na hora final da sessão regular, quando esses contratos foram para as máximas.
Segundo profissionais da área de renda fixa, o movimento reflete um ajuste de posições de proteção contra o risco antes do fim de semana, em meio à possibilidade de homologação do acordo de delação do doleiro Lúcio Funaro e da apresentação de mais uma denúncia pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer.
A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (339.765 contratos) fechou em 7,790%, de 7,805% no ajuste de quinta-feira; a taxa do DI para janeiro de 2019 (241.645 contratos) fechou na máxima de 7,80%, de 7,76% no ajuste anterior; a taxa do DI para janeiro de 2021 (156.145 contratos) subiu de 9,18% para 9,21% (máxima) e a do DI para janeiro de 2023 (46.795 contratos), de 9,82% para 9,84% (máxima).
A postura mais cautelosa, no entanto, não reflete mudança na percepção positiva dos agentes sobre a economia, num dia repleto de indicadores benignos: PIB do segundo trimestre melhor do que a mediana das estimativas; saldo comercial de agosto recorde para o mês; IPC-S de agosto (0,13%) abaixo do piso das previsões (0,23%) e alta na venda de veículos em agosto apurada pela Fenabrave.
"Há um certo receio do que possa ser divulgado no fim de semana, com mais do caso JBS e a delação do Funaro, sem falar da segunda denúncia contra Temer que pode sair a qualquer momento. Mas, se nada se confirmar, na segunda-feira as taxas voltam a fechar", disse o sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi.
Já os contratos curtos fecharam com taxa em queda, refletindo o aumento de posições relacionadas à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) na próxima semana, com o mercado dando como certa uma nova redução de 1 ponto porcentual da Selic.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia