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Porto Alegre, domingo, 24 de setembro de 2017. Atualizado às 22h10.

Jornal do Comércio

Empresas & Negócios

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opinião

Notícia da edição impressa de 25/09/2017. Alterada em 22/09 às 18h46min

A atitude é a alma do negócio

Marcelo Vianna
Você tem sorriso na voz? Cumprimenta o porteiro da empresa pela manhã? As perguntas podem parecer um pouco estranhas ou exageradas, mas têm feito cada vez mais sentido no mercado de trabalho. Nunca antes o quesito 'comportamento' foi tão valorizado e comentado no mundo. O que há alguns anos era aceitável, devido ao conhecimento técnico, hoje não é mais tolerável. E já não era sem tempo, precisamos aprender a exercitar a nossa humanidade e resiliência; uma vez que cada dia mais as características antes inerentes a algumas profissões têm se expandido e tomado o lugar do que era dedicado ao 'tecniquês'. Pensando nisso, vale a pena refletir sobre alguns conceitos que o mundo tem desenhado e podem te ajudar em uma oportunidade ou no seu atual emprego.
Dizem que somos contratados pelo nosso conhecimento e demitidos por conta da atitude. Faz sentido, especialmente tendo em vista que CHA é a sigla para Conhecimento, Habilidade e Atitude, e que é por meio da união desses termos que o seu caminho pode ser traçado. O Conhecimento é definido por aquilo que aprendemos ao longo da vida, estudos, cursos, aprofundamentos técnicos dentro de certo assunto, e tudo o mais que adquirimos de maneira teórica. A Habilidade pode ser desenvolvida, mas é fundamentada no conhecimento teórico, por outro lado, é um conceito bastante pessoal, uma vez que também diz respeito aos métodos que você mesmo desenvolveu para atuar em certa atividade, a conhecida aptidão. Já a Atitude diz respeito ao seu comportamento ante algumas situações, você é proativo? Como reage frente à pressão do dia a dia? A maneira como você trata a sua equipe ou seus colegas diz muito sobre você.
É esperado de alguém que trabalha com vendas a capacidade de se relacionar bem, que seja comunicativo e atencioso. Mas e quem trabalha com desenvolvimento de sistemas? O conhecido geek que geralmente está focado na frente do computador? Não é porque você trabalha de home office, ou porque atua nas áreas menos 'movimentadas' da empresa, que o seu skill de relacionamento não deve ser desenvolvido, ao contrário, para ganhar destaque precisa mostrar o rosto, ser mais do que apenas a assinatura do e-mail. Em todas as áreas da empresa, e não apenas nas que se esperam. Se a recepcionista precisa ter simpatia, por que o analista não pode ter um sorriso na voz? Ao vendedor, que conheça o time que desenvolve o seu produto, ao programador, que dê uma pausa aos códigos e busque os rostos dos seus colegas. Habilidades interpessoais são valiosíssimas, ou você pode "sumir" dentro da empresa.
Há pelo menos uns 20 anos, se você fosse o profissional que pressiona, grita e humilha, mas entregasse e fizesse os seus subordinados entregarem o resultado, estava tudo bem. Hoje, o nome disso é assédio. Mais do que tudo, o que se espera de um profissional é o respeito, e empatia é a palavra-chave nesse caso. Colocar-se no lugar do outro é uma maneira de engajá-lo, e sabemos que engajamento traz resultado, e resultados deixam o cliente e a empresa felizes. Além de humanizar o ambiente de trabalho e aproximar a equipe. 
Sócio-diretor da Conquest One
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