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Porto Alegre, terça-feira, 29 de agosto de 2017. Atualizado às 16h23.

Jornal do Comércio

Política

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Câmara de Porto Alegre

Notícia da edição impressa de 29/08/2017. Alterada em 29/08 às 16h26min

Marchezan muda líder do governo na Câmara

Tucano, Moisés prega diálogo com todos vereadores; Janta diz que soube da demissão através da imprensa

Tucano, Moisés prega diálogo com todos vereadores; Janta diz que soube da demissão através da imprensa


LUIZA DORNELES e EDERSON NUNES/CMPA/JC
Guilherme Kolling e Carlos Villela
Crítico ferrenho de projetos do governo que retiram isenções no transporte coletivo, o vereador Claudio Janta (SD) não é mais líder do governo na Câmara Municipal de Porto Alegre. Ontem, ele ingressou com uma ação na Justiça contra o fim da segunda passagem gratuita nos ônibus.
Também reiterou, na tribuna do Legislativo, sua inconformidade com a proposta. Chegou a dizer, durante a sessão plenária, que segue "implorando" para que o prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB) revogue o decreto. Horas mais tarde, perdeu o posto de liderança.
Pouco depois das 22h, Janta ainda não sabia da notícia do seu afastamento. Ao ser questionado sobre sua saída do cargo de líder de governo, respondeu à reportagem: "Acabei de ser informado por ti". A pergunta foi repetida e o vereador se saiu com uma metáfora futebolística. "A escolha é do prefeito, cabe a ele escalar seu time. Agora, tem técnico que é demitido por telefone. Eu acabo de ser demitido pela imprensa. Nem uma ligação o prefeito ou o vice foram capazes de fazer", desabafou.
O setor de Comunicação da prefeitura de Porto Alegre disparou às 21h45min de ontem um breve e-mail para as redações informando que Moisés Maluco do Bem (PSDB) é o novo líder do governo na Câmara. O vereador tucano está no seu primeiro mandato e ficou na suplência na eleição de 2016 - o titular é Ramiro Rosário (PSDB), que está licenciado, no comando da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos.
Moisés foi chamado ontem à noite para uma reunião no Paço Municipal com o prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB) e o vice-prefeito Gustavo Paim (PP), que acumula o cargo de secretário de Relações Institucionais e faz a interlocução com o Legislativo. No encontro, foi feito o convite ao vereador, que era vice-líder do governo.
"É um novo momento, com o objetivo de entregar para a sociedade os projetos encaminhados pelo Executivo. Chego com a missão de construção, de diálogo com todos os vereadores e de fazer uma nova liderança", resumiu Moisés, que hoje terá uma nova reunião com o vice-prefeito e será oficializado no posto de líder do governo.
Principal defensor de Marchezan no Legislativo, a atuação do tucano contrastou com a de Janta na sessão plenária de ontem. Enquanto Moisés foi todo vestido com um uniforme do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) para defender o projeto de concessões na área de saneamento e criticar quem diz que Marchezan vai privatizar o Dmae, Janta voltou a atacar o decreto que estabeleceu o fim da segunda passagem gratuita.
Moisés espera, agora, contar com o apoio do antecessor para aprovar uma série de projetos do Executivo. Apesar de não ter gostado da forma como deixou a liderança, Janta adianta que não irá para a oposição, mas seguirá defendendo "os projetos bons para a cidade" e criticando os ruins.
Ele cobra coerência de Marchezan. Diz que fez campanha para o prefeito e foi até as vilas pedir votos. "Disse que ia ter posto de saúde até as 22h e está fazendo. Que criaria um conselho de segurança e faria monitoramento eletrônico e está encaminhando essas medidas. Agora, prometeu que manteria a segunda passagem gratuita e está revogando. Assim como disse que não aumentaria impostos e vai aumentar o IPTU", enumerou Janta.
Ele acha difícil que passe tanto o projeto do IPTU quanto o pacote de retirada de isenções do transporte público. "Até porque, a licitação foi feita com segunda passagem gratuita e isenções. Se é para acabar com a segunda passagem e retirar isenções, tem que fazer um novo edital. Inclusive para outras empresas poderem participar", defendeu.
De acordo com o vereador, a medida de Marchezan "apenas beneficia os donos das empresas". Janta minimiza as reclamações da Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP) sobre o desequilíbrio com os gastos e o valor da tarifa.
"É o trabalhador que sai prejudicado pelo fim da gratuidade da passagem, que serve para fazer conexões entre dois ônibus", argumentou na Câmara, estimando em R$ 120,00 o gasto a mais por mês dos usuários que tinham o benefício, suspenso desde domingo.
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