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Porto Alegre, segunda-feira, 21 de agosto de 2017. Atualizado às 22h57.

Jornal do Comércio

Política

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Notícia da edição impressa de 22/08/2017. Alterada em 21/08 às 21h11min

Aliado de Aécio pede a saída de Jereissati da presidência do PSDB

Aliado do senador Aécio Neves (PSDB-MG), o deputado federal Marcus Pestana (PSDB-MG) defendeu ontem a saída do senador Tasso Jereissati (CE) da presidência interina do PSDB. Pestana afirmou que, se o parlamentar permanecer no posto, o partido sairá esfacelado do governo.
"Infelizmente, caminhamos para um impasse. Tasso agiu por seis vezes em curto espaço de tempo contra a posição majoritária. Agora ou ele se afasta e prevalece a visão da maioria, ou ele fica e o partido sai esfacelado do governo", afirmou o deputado mineiro.
A declaração de Pestana é uma reação ao programa partidário do PSDB veiculado na quinta-feira passada, em cadeia nacional de rádio e TV, no qual o partido critica o governo do presidente Michel Temer (PMDB). Na propaganda, a legenda faz uma "autocrítica" por ter "aceitado o fisiologismo".
O programa provocou forte reação da ala do PSDB que defende a permanência no governo. Na sexta-feira passada, vários tucanos já defendiam a saída de Jereissati da presidência interina. Tucanos da ala governista querem que Aécio reassuma a presidência do PSDB temporariamente e escolha outro vice-presidente para comandar o partido até dezembro, quando haverá nova eleição da executiva.
Nos bastidores, apostam no senador Flexa Ribeiro (PA) ou no deputado Giuseppe Vecci (GO) como substitutos de Jereissati. As apostas em Flexa e Vecci se dão por exclusão entre os oito vice-presidentes da sigla. Além deles e de Jereissati, são vice-presidentes os deputados Carlos Sampaio (SP) e Mariana Carvalho (RO), o ex-governador de São Paulo Alberto Goldman e os ministros Aloysio Nunes (Relações Exteriores) e Bruno Araújo (Cidades).
Os ministros, por ocuparem os cargos no governo, não poderiam assumir a presidência do PSDB. Já Sampaio, Marina e Goldman fizeram declarações a favor do desembarque do PSDB do governo Temer. Os dois primeiros, inclusive, votaram pela aceitação da denúncia contra Temer.
 
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