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Porto Alegre, segunda-feira, 21 de agosto de 2017. Atualizado às 22h57.

Jornal do Comércio

Política

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Eleições 2018

Notícia da edição impressa de 22/08/2017. Alterada em 21/08 às 21h11min

Não há como tirar R$ 3,6 bilhões para financiar campanha, afirma Maia

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou ontem que com a atual situação fiscal do Brasil e a necessidade de se cortar gastos públicos, será difícil tirar R$ 3,6 bilhões dos cofres do governo para financiar a campanha eleitoral de 2018. O parlamentar ressaltou, porém, que acha difícil que pessoas físicas e jurídicas queiram doar recursos de forma efetiva para as eleições do ano que vem.
Maia disse que a eleição de 2018 "certamente" não terá o custo de R$ 7 bilhões do pleito de 2014. Para ele, os gastos devem ficar em torno de um terço deste valor. "A maioria dos políticos entenderá que vivemos uma outra realidade na política e na democracia brasileira." Mesmo assim, será preciso financiar R$ 2,5 bilhões, ressaltou.
"Não consigo encontrar condições, pelas discussões que tive com a equipe econômica nas últimas semanas sobre a situação fiscal do Brasil, de organizar R$ 3,6 bilhões para financiar a campanha", disse ele, defendendo a necessidade de haver também financiamento privado na corrida eleitoral.
"É compreensível que a sociedade não aceite financiamento público de campanha", disse o presidente da Câmara em discurso durante o Fórum Estadão que discute a reforma política. Para o parlamentar, o fundo eleitoral é melhor do que o fundo partidário para o financiamento de campanhas. Mas ele ressaltou que os dois terão dificuldade de conseguir orçamento para a eleição de 2018.
No final de seu discurso, Maia ressaltou que o Congresso não vai conseguir fazer toda a reforma política agora e o debate sobre o tema vai seguir no País. "Ninguém aguenta mais o gigantismo do Estado, que só tira recursos da sociedade." "É um Estado ineficiente que serve apenas para realimentar a vontade de poucos."
Ao falar do trabalho da Câmara, Maia observou que muito tem sido feito e ressaltou que as "pessoas esquecem, mas aprovamos fim da reeleição em 2015" e também a questão do voto impresso. "Hoje, o sistema é seguro, mas ele não permite recontagem de voto."
 
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