Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 14 de agosto de 2017. Atualizado às 22h37.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

ministério público

Notícia da edição impressa de 15/08/2017. Alterada em 14/08 às 21h16min

Loures convidou Lava Jato para se reunir com Temer

Carlos Fernando dos Santos Lima

Carlos Fernando dos Santos Lima


HEULER ANDREY/AFP/JC
O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima revelou, ontem, que o ex-assessor especial de Michel Temer (PMDB), Rodrigo Rocha Loures (PMDB), convidou a força-tarefa da Operação Lava Jato de Curitiba para encontrar o presidente no Palácio do Jaburu. Segundo o procurador, o convite ocorreu em 2016, durante um evento da Associação Nacional dos Procuradores da República, em Brasília.
"Nós estávamos recebendo um prêmio, em Brasília. Houve um emissário do presidente, que não era presidente ainda, que nos convidou no Palácio. Nós acreditamos que não era conveniente, porque, naquele momento, não havia porque conversar com o presidente ou eventual presidente. Nós acreditávamos que esse tipo de reunião naquele momento não haveria uma repercussão positiva para a Lava Jato", afirmou.
Segundo o procurador, o emissário era Rocha Loures, pivô da crise política na qual mergulhou o presidente - o ex-assessor foi flagrado e filmado com uma mala preta estufada com R$ 500 mil em propina viva do grupo JBS, dinheiro supostamente destinado a Temer, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Em 10 de maio do ano passado, a força-tarefa recebeu um prêmio da entidade pelo combate à corrupção. No dia seguinte, o plenário do Senado deu início à votação do parecer da Comissão de Constituição e Justiça sobre o impeachment da então presidente Dilma Rousseff. Em 12 de maio, a petista foi afastada da presidência.
"Foi nesse momento que recebemos o convite, através do interlocutor, e esse interlocutor nos convidou a ir até o Palácio, e nós dissemos não", relatou o procurador. "Muitas vezes, a decisão decorre do momento. Nós, naquele momento, entendemos que não era o caso de conversarmos com o eventual presidente." Segundo o procurador, "a Lava Jato está sempre aberta à interlocução".
"Recebemos visita, inclusive, do ministro da Justiça, à época, Alexandre de Moraes (então PSDB). Entendemos que essas visitas se dão dentro de um protocolo. Nós temos um procurador-geral da República que, a princípio, é o interlocutor do Ministério Público com o presidente", afirmou.
No dia 8 de agosto, o presidente Michel Temer recebeu, no Palácio do Jaburu, a nova procuradora-geral, Raquel Dodge, em encontro marcado fora da agenda oficial. Dodge chegou por volta das 22h, em seu carro oficial.
Na ocasião, a assessoria do Planalto disse que Temer atendeu ao pedido de Dodge para conversar sobre a sua posse no cargo, que será realizada no dia 18 de setembro, um dia depois do encerramento do mandato do seu algoz, o atual procurador, Rodrigo Janot.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia