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Porto Alegre, quinta-feira, 03 de agosto de 2017. Atualizado às 22h50.

Jornal do Comércio

Política

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Operação Lava Jato

Notícia da edição impressa de 04/08/2017. Alterada em 03/08 às 21h47min

Força-tarefa mira gestão Paes e obras de legado da Copa

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira a Operação Rio 40 graus, um desdobramento da Lava Jato no Estado, tendo como alvo integrantes da gestão Eduardo Paes (PMDB) na prefeitura. Foram emitidos pelo juiz Marcelo Bretas, responsável pela operação no Rio de Janeiro, 10 mandados de prisão, 18 de busca e apreensão e 3 de condução coercitiva. O principal alvo é o ex-secretário municipal de Obras Alexandre Pinto, que, segundo as investigações, cobrou propina em obras de legado da Copa do Mundo e da Olimpíada.
De acordo com a Polícia Federal, as investigações indicam o pagamento de pelo menos R$ 35,5 milhões. A operação é um desdobramento das delações de executivos da Carioca Engenharia. Não há referências ao ex-prefeito.
As investigações apuram se o esquema atribuído ao ex-governador do Rio Sérgio Cabral se reproduziu em outras esferas de poder comandadas pelo PMDB no estado. O ex-governador é acusado de cobrar 5% de propina nos grandes contratos do estado.
Pinto, ex-secretário de Obras da gestão Eduardo Paes (PMDB) na Prefeitura do Rio de Janeiro, esteve à frente da pasta desde 2009, primeiro dos oito anos do peemedebista no comando do município, e já foi preso. Funcionário de carreira da prefeitura desde 1987, Pinto foi o responsável pela licitação das grandes obras realizadas na cidade na esteira da Olimpíada - à exceção da revitalização da região portuária.
O ex-prefeito Eduardo Paes afirmou, em nota, que "Alexandre Pinto é um servidor de carreira da Prefeitura do Rio. Caso confirmadas as acusações, será uma grande decepção o resultado dessa investigação", disse o peemedebista. A reportagem não conseguiu contatos com os advogados dos presos.
 
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