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Porto Alegre, sexta-feira, 04 de agosto de 2017. Atualizado às 14h20.

Jornal do Comércio

Política

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Partidos

Notícia da edição impressa de 04/08/2017. Alterada em 03/08 às 21h48min

'Bancada não tem que se envergonhar', diz Alceu Moreira

Moreira diz que interpretação foi equivocada

Moreira diz que interpretação foi equivocada


MARCO QUINTANA/JC
Bruna Suptitz
A propaganda eleitoral do PMDB do Rio Grande do Sul, veiculada na televisão e em redes sociais em junho deste ano, afirma que o partido "aqui é diferente". À época, especulou-se que a peça publicitária tentava afastar a sigla dos escândalos de corrupção envolvendo o presidente da República, Michel Temer (PMDB), argumento recorrente em discursos de parlamentares do partido na Assembleia Legislativa e na Câmara Municipal de Porto Alegre.
Essa interpretação teria sido distorcida, afirma o deputado federal e presidente estadual do PMDB, Alceu Moreira. Ele e os outros quatro parlamentares gaúchos do partido votaram pelo arquivamento da primeira denúncia contra Temer na Câmara dos Deputados. "Forçaram para passar a impressão, como se quiséssemos distanciar qualquer relação com o governo federal", disse.
Além de Alceu, ajudaram a aprovar o relatório favorável a Temer os deputados peemedebistas Darcísio Perondi, Mauro Pereira, José Fogaça e Osmar Terra, que é ministro do Desenvolvimento Social e Agrário e foi exonerado da função somente para participar da sessão. O presidente do partido sustenta que "a bancada do PMDB não tem absolutamente nada que possa envergonhar quem quer que seja".
Contudo, uma manifestação do vereador do PMDB em Porto Alegre, André Carús, confronta essa afirmação. Em sua página no Facebook, ele diz sentir "vergonha pela posição dos deputados federais peemedebistas do Rio Grande do Sul na sessão". Remetendo à defesa que fez ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), Carús diz que manteve a posição em favor da denúncia contra Temer.
Ainda assim, Alceu reitera a defesa ao presidente da República, alegando que "na acusação não tem uma linha que o incrimine". Embora reconheça que o PMDB gaúcho "tem comportamento de natureza ideológica que se diferencia no processo", o deputado sustenta que isso não interfere nas relações institucionais. Como exemplo, Alceu cita a renegociação da dívida que o Estado tem com a União, o que exige proximidade entre as partes. "Precisamos de grande habilidade para poder fazer essa negociação."
 
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Comentários
Jorge 04/08/2017 14h18min
Velhaco.
Sérgio 04/08/2017 13h29min
Imagino a decepção dos eleitores dessa "figura". Compactuar com tudo isso e ainda tentar justificar. Inacreditável, vergonhoso. Espero que esse Alceu não se transforme em exemplo de um gaúcho para o resto do pais. Estou me sentindo envergonhado em compartilhar um estado como o nosso com um políticos iguais ao Alceu, Eliseu Padilha, José Fogaça e fico com saudades de um Pedro Simon.
Paulo Branco 04/08/2017 10h47min
Eu me envergonho do PMDB nacional, do PMDB estadual, do PMDB municipal e, em especial, me envergonho infinitamente desse Deputado e de outros (Osmar Terra, Mauro Pereira, Darcísio Perondi, José Fogaça e outros. mas dentro todos esses o que mais me envergonha chama-se Alceu Moreira.