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Porto Alegre, quinta-feira, 03 de agosto de 2017. Atualizado às 22h50.

Jornal do Comércio

Política

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Câmara dos Deputados

Notícia da edição impressa de 04/08/2017. Alterada em 03/08 às 22h37min

Temer pede a aliados 'mapa das traições'

 Entre as traições inesperadas está o gaúcho Luiz Carlos Heinze

Entre as traições inesperadas está o gaúcho Luiz Carlos Heinze


GUSTAVO LIMA /CÂMARA DOS DEPUTADOS/JC
O presidente Michel Temer (PMDB) escalou aliados para mapear os deputados que traíram o governo durante a votação da denúncia na Câmara na quarta-feira. Temer conseguiu barrar a denúncia com 263 votos, mas a previsões de integrantes da base aliada apontavam que esse número poderia chegar a 300 deputados. Os responsáveis por fazer esse levantamento serão o líder do governo na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e o vice-líder, Beto Mansur (PRB-SP).
A ideia é que eles procurem conversar com os deputados que prometeram que votariam com o governo, mas que, na hora de declarar a posição no plenário, mudaram de ideia. Entre as traições inesperadas estão, por exemplo, Luis Carlos Heinze (PP-RS), que faz parte da bancada ruralista, e o cantor Sérgio Reis (PRB-SP), que estava sendo pressionado pela legenda a votar com o governo.
Os líderes também vão buscar descobrir o motivo de cada um dos 16 deputados que se ausentaram do plenário e não participaram da votação. Há nomes que eles já sabem o porquê, como o do deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), que ainda está magoado com o governo depois de ter sido demitido do Ministério da Justiça.
Segundo Beto Mansur, a ideia não é fazer uma "caça às bruxas", mas ter uma noção real do tamanho da base aliada após a votação. "Nós vamos fazer uma análise, não é uma caça às bruxas de jeito nenhum, até porque não é minha função fazer isso. Vamos fazer um levantamento para saber o tamanho da base e nos prepararmos para votações futuras", disse.
Já o PR, que controla o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, e possui indicações em bancos públicos, anunciou, nesta quinta-feira, que vai acionar o Conselho de Ética da legenda para analisar o caso dos deputados que votaram contra a orientação do partido e a favor da denúncia em que o presidente Michel Temer era acusado de corrupção passiva.
O PR fechou questão em apoio do presidente, mas nove dos 40 votos foram favoráveis à investigação. O partido vai analisar o comportamento dos parlamentares nas votações anteriores, para definir se cada um sofrerá punição, segundo o líder José Rocha (PR-BA). As sanções variam de uma advertência à expulsão, passando por suspensão temporária das atividades partidárias. Segundo Rocha, há casos de parlamentares que não tiveram emendas liberadas, como ele próprio, e outros que votaram contra Temer por questões estaduais, como a base eleitoral que rejeita o peemedebista.
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