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Porto Alegre, terça-feira, 29 de agosto de 2017. Atualizado às 23h22.

Jornal do Comércio

Internacional

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Crise diplomática

Notícia da edição impressa de 30/08/2017. Alterada em 29/08 às 19h40min

Estados Unidos e Coreia do Norte trocam farpas em reunião da ONU

Poucas horas depois do lançamento de um míssil norte-coreano atravessar a ilha japonesa de Hokkaido - noite de segunda-feira no Brasil - e colocar o mundo em estado de alerta, uma reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) consolidou o confronto aberto entre a diplomacia dos Estados Unidos e o regime de Pyongyang.
Ao tomar a palavra durante a Conferência para o Desarmamento, em Genebra, a Coreia do Norte acusou a Casa Branca de estar levando a península coreana a "um nível extremo de explosão ao colocar ativos estratégicos de peso na região".
Para os asiáticos, o governo tem de responder com "medidas duras", disse Han Tae Song, o embaixador norte-coreano. Segundo ele, Washington tem agido de forma "provocativa". Para o diplomata, a pressão ainda viria por meio de atos como "exercícios de guerra nuclear, além de manter um congelamento nuclear e chantagem por mais de 50 anos".
"Exercícios militares conjuntos entre EUA e Coreia do Sul fazem parte de uma política de hostilidade", declarou. "Agora que os EUA abertamente declaram suas intenções hostis contra nós, meu país tem todos os motivos para responder com contramedidas duras, já que um exercício é um direito de autodefesa", afirmou Han.
Em um alerta dirigido contra a Casa Branca, o embaixador norte-coreano ainda acusou os EUA de serem "os responsáveis pelas consequências catastróficas que tal situação geraria", em uma referência a um eventual confronto. Em resposta, o embaixador norte-americano, Robert Wood, alertou que o teste balístico de Pyongyang era "uma provocação" e que a comunidade internacional estava tratando do assunto como "uma grande preocupação".
Durante os debates, o governo norte-americano apelou para que o regime norte-coreano volte a sentar à mesa para negociar o fim de seu programa nuclear. "Vamos continuar a pedir que a Coreia do Norte acabe com esses atos de provocação e que tome um caminho diferente", completou Wood. 
De acordo com o presidente Donald Trump, o disparo norte-coreano aumenta o isolamento do regime "na região e entre todas as nações do mundo". "O mundo recebeu a recente mensagem da Coreia do Norte em alto e bom som: esse regime sinalizou seu desprezo por seus vizinhos, por todos os membros da ONU e pelos padrões mínimos aceitáveis para comportamento internacional", disse Trump, em comunicado divulgado pela Casa Branca. 
O presidente dos EUA também conversou por telefone com o premiê do Japão, Shinzo Abe, e ambos acordaram em aumentar a pressão sobre Pyongyang. Para o líder japonês, o míssil é uma "ameaça grave e sem precedentes".
 
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