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Porto Alegre, quinta-feira, 17 de agosto de 2017. Atualizado às 18h18.

Jornal do Comércio

Internacional

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terrorismo

17/08/2017 - 17h36min. Alterada em 17/08 às 18h22min

Van atropela multidão em Barcelona e deixa ao menos 12 mortos e 100 feridos

Inicialmente o governo catalão havia informado 13 mortos, mas voltou atrás

Inicialmente o governo catalão havia informado 13 mortos, mas voltou atrás


PAU BARRENA/AFP/JC
Agência Brasil
Uma van atropelou dezenas de pessoas no centro de Barcelona nesta quinta-feira (17). Há pelo menos 12 mortos e 100 feridos, segundo o governador da Catalunha, Carles Puigdemont. Inicialmente o governo catalão havia informado 13 mortos, mas voltou atrás.
Dois suspeitos foram presos, informou o governante em uma entrevista coletiva. A polícia confirmou o caso como atentado terrorista.
O ataque ocorreu nas Ramblas, uma via de grande circulação de pedestres que liga uma praça central à orla da cidade. A polícia desmentiu relatos da mídia local de que dois homens estariam armados em um bar próximo ao local do ataque. Após ter percorrido pouco mais de 500 metros, o motorista do veículo usado no ataque teria fugido a pé.
A facção terrorista Estado Islâmico assumiu a autoria do ataque em um comunicado divulgado na agência de notícias da milícia. "Os responsáveis pelo ataque em Barcelona são soldados do Estado Islâmico e conduziram a operação em resposta a chamados para atacar Estados da coalizão [que luta contra a milícia na Síria e no Iraque]."
Em um incidente que ainda não se sabe se está ligado ao ataque nas Ramblas, um motorista foi morto a tiros pela polícia após atropelar dois oficiais.
A gerente de vendas Ambra Gorini, que trabalha em um prédio nas proximidades do ocorrido, afirma que muitas pessoas se abrigaram em lojas e só foram liberadas pela polícia duas horas depois do ataque. "Assustador e estranho", disse.
Todas as estações de metrô e trem foram fechadas. As autoridades pedem que moradores e turistas evitem a região. Diversas ambulâncias foram deslocadas para o local do ataque.
As ruas estão fechadas para carro e completamente vazias, exceto por pequenas aglomerações em varandas e lojas.
O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, informou que está a caminho de Barcelona para coordenar os esforços de segurança, que serão reforçados na cidade catalã.
A Câmara Municipal suspendeu todas as atividades da cidade, inclusive as festas de Gràcia, tradicional celebração do bairro catalão que completa seu bicentenário nesta edição. O evento é chamariz para milhares de turistas à cidade, que já costuma ficar cheia durante o verão europeu.
Vídeos em redes sociais mostram feridos recebendo atendimento nas ruas. Testemunhas afirmam que pessoas pediram abrigo em estabelecimentos próximos ao local do atropelamento.
Poucas horas após o ataque, muitas pessoas já doavam sangue em hospitais da cidade.
O assistente de logística Hector Flores está entre a centena de voluntários no hospital Sant Pau, que encontrou através das hashtags "#Barcelona" e "Ramblas" em uma rede social. "A gente está retuitando todos os centros onde pode-se doar já há algum tempo para que não se aglomerem em um único ponto", disse.
"Sejam duros e fortes, nós amamos vocês", escreveu o presidente americano, Donald Trump, em uma rede social. "Os EUA condenam o ataque terrorista em Barcelona e farão todo o necessário para ajudar."
O secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, disse que "terroristas em todo o mundo devem saber que os EUA ou nossos aliados estão comprometidos em encontrá-los e trazê-los à Justiça".
"O governo brasileiro deplora veementemente o ataque terrorista ocorrido na tarde desta quinta-feira em Barcelona", afirmou, em nota, o Itamaraty. Não há registro de brasileiros entre as vítimas até este momento.
Confirmado como ataque terrorista, o episódio em Barcelona entra em uma já extensa lista de atentados na Europa em que os autores usaram veículos como armas. Em 2016, os mais mortíferos ocorreram com caminhões em Nice (14 de julho, com 86 mortos e 434 feridos) e Berlim (19 de dezembro, com 12 mortos e 56 feridos).
Neste ano, Londres foi alvo de três ações semelhantes, mas com automóveis. Em 19 de junho, uma pessoa morreu e dez ficaram feridas quando um extremista de direita avançou com uma van contra pedestres perto da saída de uma mesquita.
No mesmo mês, no dia 3, terroristas usaram uma van para atropelar pedestres na ponte de Londres e atacaram pessoas a facadas num mercado próximo. O ataque foi reivindicado pela organização terrorista Estado Islâmico.
Em 23 de março, um motorista matou duas pessoas e feriu outras 40 em um atropelamento na ponte de Westminster. Depois, saiu do carro e esfaqueou um policial num dos portões do Parlamento britânico -o agente também morreu. A ação também foi reivindicada pelo EI.
A capital da Suécia, Estocolmo, também foi alvo de um ataque com veículo em 2017. Em 7 de abril, um motorista avançou com um caminhão sobre pedestres e deixou cinco mortos.
Na edição de novembro de 2016 da revista "Rumiyah", publicada pelo EI, um texto sugeria a utilização de veículos como arma contra os "infiéis", por ser uma forma simples e barata de praticar um ataque.
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