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Porto Alegre, quinta-feira, 31 de agosto de 2017. Atualizado às 22h48.

Jornal do Comércio

Expointer 2017

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Inovação

Notícia da edição impressa de 01/09/2017. Alterada em 31/08 às 20h55min

Lida diária do campo entra na era digital

Leonardo Viecelli, técnico do Senar, faz uma demonstração com a pistola de precisão para dosificar medicamentos

Leonardo Viecelli, técnico do Senar, faz uma demonstração com a pistola de precisão para dosificar medicamentos


MARCELO G. RIBEIRO/MARCELO G. RIBEIRO/JC
Ana Esteves
A automatização da lida no campo é uma das tendências apresentadas durante a 40ª Expointer. As novas tecnologias da pecuária digital prometem aumentar a produtividade e os ganhos das propriedades, pelo melhor controle do processo produtivo. Entre as novidades, está a estação de pesagem e bebedouro automático que fornecem dados como quantidade de água e comida que o bovino consome e o peso obtido.
"Mais usada em confinamentos, a estação confere maior precisão para estimar o quanto o animal está evoluindo em ganho de peso, se ele está comendo, se parou de comer. Se ele não vem comer um dia, o produtor fica sabendo e pode investigar porque ele não se alimentou. Pode identificar animais dominantes, que chegam mais no cocho e com isso traçar estratégias de manejo", explica o chefe de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Pecuária-Sul, Fernando Cardoso.
Todas essas informações são captadas via brinco chipado, que interage com uma leitora digital, ele identifica qual animal entrou no cocho, captura os dados de peso e consumo, joga na nuvem e reduz erros. "O produtor pode acessar esses dados de onde estiver, via celular, tablet ou computador. Mesmo de fora da propriedade, ele pode selecionar animais para venda, pois saberá quais estão prontos para o abate", informa o consultor em agronegócios do Senar-RS Leonardo Cáceres Viecelli. O chip também possibilita, através de um bastão de leitura, saber a data que o animal chegou na propriedade, que medicação e que manejo recebeu. É uma tecnologia que elimina as planilhas, as cadernetas que eram preenchidas à mão e que dificultavam muito a compilação de dados.
Outra novidade é o colar térmico, mais usado para animais criados a campo, que ao ser colocado no pescoço do bovino animal emite, via Wi-Fi, diversas informações para o computador do produtor. "Tempo de pastejo, tempo de ócio e tempo de atividade do animal a campo, taxa de bocada do animal a pasto, quanto ele ficou deitado, quanto ficou ruminando. O primeiro sinal de que tem algo errado com o animal é parar de ruminar. Facilita identificar doenças como estresse metabólico, tudo de acordo com o consumo do animal", disse Cardoso.
Viecelli diz que outra novidade é a pistola de precisão para dosificação de vermífugo, inseticida e vacina. No momento em que o animal entra na mangueira e pisa na balança ela determina o peso e carrega a pistola de acordo com o peso do animal. "Antes era uma dose igual para todos, fosse um animal com 100Kg ou com 300Kg. Agora é individual e isso reduz o custo de produção, a chance de o animal desenvolver resistência ao fármaco, melhora o ganho de peso e evita erros de dose", diz o consultor do Senar/RS.
A Embrapa também trouxe para a feira um chip de genotipagem para detectar qualidades dos touros através do genótipo e indicar a descendência desses touros nos filhos. Com essa tecnologia, é possível saber se o animal é resistente ao carrapato, sem que ele precise se submeter a um teste físico, ser exposto ao carrapato, adoecer e morrer. As novas tecnologias estão sendo apresentadas no pavilhão do gado de corte e contam ainda com a demonstração de drones com várias aplicações. "Mapeamento da pastagem, delimitação de área de lavoura, contagem de animais, mapas de estresse hídrico", diz Cardoso.
 
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