Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 29 de agosto de 2017. Atualizado às 23h22.

Jornal do Comércio

Expointer 2017

COMENTAR | CORRIGIR

Agricultura familiar

Notícia da edição impressa de 30/08/2017. Alterada em 29/08 às 20h26min

Delícias mineiras estreiam no parque

Graduação alcoólica de 43% da Sapézinha vem atraindo interesse dos gaúchos

Graduação alcoólica de 43% da Sapézinha vem atraindo interesse dos gaúchos


JONATHAN HECKLER/ JONATHAN HECKLER/JC
Guilherme Daroit
Pela primeira vez na Expointer, agroindústrias de fora do Estado expõem no Pavilhão da Agricultura Familiar. São seis empresas familiares de Minas Gerais, trazidas em parceria pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag) e pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Minas Gerais (Fetaemg), que apresentam produtos típicos de lá, como queijo, farinha, café e cachaça.
Os produtos têm despertado o interesse dos gaúchos, mas não necessariamente se transformado em vendas. "Temos visto muita curiosidade, mas, até aqui, poucas compras", brinca Eduardo Melo, da queijaria Ivituruy, localizada em Serro (MG). Feito com leite cru e maturado em cavernas, o queijo Minas artesanal trazido por Melo é mais forte no gosto - e mais pesado no bolso - do que os gaúchos estão acostumados. O preço inclusive já caiu de R$ 50,00 para R$ 40,00 por peça.
Embora o fazer queijo seja transmitido de pai para filho na família, a agroindústria foi formalizada há sete anos, conservando o processo típico da cidade, que alega ser a terra do primeiro queijo produzido no Brasil. Hoje, Melo vende para centros como São Paulo e Rio de Janeiro, e espera abrir as portas do mercado gaúcho com a participação.
Situação semelhante é a da cachaçaria Sapézinha, de Cláudio (MG), que até já vende seus produtos para Lajeado e Venâncio Aires, mas quer chegar a outras cidades. "O pessoal tem estranhado, porque a nossa cachaça tem graduação alcoólica de 43%, e os gaúchos estão acostumados com 38%, mas está sendo mais ou menos como esperávamos", comenta uma das quatro proprietárias do negócio (todos irmãos), Patricia Fernandes Silva. Funcionando desde 1989, o alambique produz 600 litros por dia de cachaça maturada em carvalho e em jequitibá.
"Mais do que a venda, nos interessa o intercâmbio", comenta o assessor de políticas agrícolas e cooperativismo da Fetaemg, Guilherme Rabelo, que conta que o convite aos mineiros é uma espécie de retribuição - há vários anos, agroindústrias gaúchas participam da Agriminas, feira organizada pela Fetaemg. Entre as mais de 15 mil agroindústrias daquele estado, a escolha recaiu sobre aquelas que produzem os itens mineiros mais reconhecidos.
"Estamos passando pelo mesmo processo da primeira vez que os gaúchos foram para lá, porque a culinária é muito diferente", afirma Rabelo. Também estranhado no início, o salaminho gaúcho, conta o dirigente, é hoje um sucesso nas feiras mineiras.

Queijo campeão na Françaestá exposto na feira

Entre as seis agroindústrias mineiras que expõem no Pavilhão da Agricultura Familiar na 40ª Expointer, uma delas chama a atenção por ostentar rosetas semelhantes às dadas aos animais grandes campeões da feira. O prêmio exibido por Joel Leite, da Fazenda Caxambu, de Sacramento (MG), porém, é mais incomum.
Seu queijo minas artesanal com mofo é o único brasileiro com a medalha Super Ouro do Salão Mundial do Queijo, conquistada na última edição, realizada na França, em junho. Só 15 dos mais de 700 inscritos ganharam a distinção e podem dizer, sem hipérbole, que são os melhores queijos do mundo.
"O prêmio abriu portas para todos os lados, começamos a vender para São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná", conta Leite, que toca o negócio com sua família. Com a procura em alta, a produção não dá conta. Em Esteio, só há dois exemplares do queijo campeão - o avaliado na França, trazido como troféu, e outro, mais fresco, para exibição.
Leite garante, porém, que um carregamento saiu ontem de Minas para abastecer seu estande no Pavilhão da Agricultura Familiar, que vende, por enquanto, os outros tipos de queijo produzidos pela família.
Mas, até o fim de semana, devem estar disponíveis unidades do queijo premiado, com preço de R$ 80,00 por 700 a 800 gramas. O produtor recomenda que quem quiser comprar envie mensagem pelo Facebook - https://www.facebook.com/senzalaqueijo/.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia