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Porto Alegre, quinta-feira, 31 de agosto de 2017. Atualizado às 00h17.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado de capitais

Notícia da edição impressa de 31/08/2017. Alterada em 30/08 às 21h40min

Dólar recua com ajuste no exterior e proposta da TLP

O dólar operou mais um dia próximo à estabilidade, com o movimento vendedor prevalecendo durante a tarde de ontem. Entre os motivos, especialistas de mercado destacaram um movimento de ajuste diante de melhor percepção de risco no exterior, aprovação do texto que cria a Taxa de Longo Prazo (TLP) e movimento técnico, após a moeda subir com mais força pela manhã com dados surpreendentes da economia norte-americana.
"O enfraquecimento da moeda norte-americana à tarde foi devido a um ajuste depois de ter avançado com mais força pela manhã", pontuou o operador da corretora Multimoney Durval Corrêa. Um gerente de mesa de derivativos explicou que esse ajuste foi possível, porque o mercado está fortemente comprado, e que qualquer alta mais acentuada abre espaço para queda.
No mercado à vista, o dólar terminou em baixa de 0,16%, aos R$ 3,160. O giro financeiro somou US$ 1,78 bilhão. No mercado futuro, o dólar para setembro caiu 0,14%, aos R$ 3,1620. O volume financeiro movimentado somou US$ 14,20 bilhões. Durante o pregão, a divisa oscilou de R$ 3,1575 (-0,28%) a R$ 3,1755 ( 0,28%).
O Índice Bovespa andou na contramão das altas das bolsas de Nova Iorque e teve um pregão de baixas, com investidores recolhendo parte dos ganhos recentes. O dia foi de agenda política intensa e relevante, que se estendeu por toda a sessão de negócios. O Ibovespa terminou o dia aos 70.886 pontos, em baixa de 0,62%, com R$ 7,3 bilhões em negócios.
A maior influência sobre o Ibovespa, no entanto, veio das ações do setor financeiro, bloco de maior peso na composição do Ibovespa. Os papéis tiveram queda generalizada e foram determinantes para o resultado do índice. Na véspera, essas ações dos bancos haviam sido justamente as principais responsáveis pela alta de 0,44% do indicador. Nesse grupo, destacaram-se Bradesco PN (-1,00%), Banco do Brasil ON (-1,02%) e Itaú Unibanco PN (-0,54%). No acumulado de agosto, todas elas têm ganhos superiores ao Ibovespa ( 7,53%).

CVM decide que irmãos Batista podem votar em assembleia

O colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão que fiscaliza o mercado de capitais, decidiu que os irmãos Joesley e Wesley Batista poderão votar na assembleia extraordinária de acionistas, que acontece amanhã. A assembleia foi convocada pelo Bndes, principal acionista minoritário da JBS, com o objetivo de afastar Wesley Batista da presidência da empresa.
A decisão do colegiado da CVM foi por unanimidade e contrariou o posicionamento da área técnica do órgão. Segundo parecer da área técnica, "a situação de impedimento de voto se estenderia tanto para o voto direto de Wesley Mendonça Batista e Joesley Mendonça Batista como para o voto indireto".
Votaram favoravelmente aos irmãos Batista o presidente da CVM, Marcelos Santos Barbosa, e os diretores Gustavo Gonzalez, Gustavo Tavares Borba, Henrique Balduino e Pablo Renteria, segundo ata da reunião.
O pedido para que os controladores da JBS não pudessem votar foi feito pelo Bndes. O banco argumentou que, como se trata de responsabilizar os controladores por prejuízos causados à empresa, após a delação premiada em que os irmãos admitiram práticas de corrupção, eles estariam impedidos de votar já que existe conflito de interesses. A família Batista tem 42% dos papéis com direito a voto da JBS.
"A questão é mais grave, tendo em vista a ocorrência de ilícitos reiteradamente praticados e expressamente confessados por Wesley Mendonça Batista e Joesley Mendonça Batista", defendeu o Bndes. Em sua defesa, a JBS alegou que a saída de Wesley da presidência da empresa "poderia resultar em danos significativos, diretos e indiretos, incluindo descumprimento de covenants".
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