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Porto Alegre, quinta-feira, 31 de agosto de 2017. Atualizado às 00h13.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Notícia da edição impressa de 31/08/2017. Alterada em 31/08 às 00h11min

Contas públicas têm déficit recorde de R$ 16,138 bilhões

Desempenho da Previdência levou à piora do resultado no período

Desempenho da Previdência levou à piora do resultado no período


/ANA PAULA APRATO/ARQUIVO/JC
O setor público consolidado, formado por União, estados e municípios, registrou déficit nas contas públicas em julho, de acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados ontem em Brasília. O déficit primário, receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros, ficou em R$ 16,138 bilhões. Esse foi o pior resultado para o mês na série histórica, iniciada em dezembro de 2001.
O resultado de janeiro a julho também foi o maior para o período, chegando ao déficit primário de R$ 51,321 bilhões. Em 12 meses encerrados em julho, o déficit primário ficou em
R$ 170,520 bilhões, o que corresponde a 2,66% do Produto Interno Bruto (PIB).
O chefe adjunto do Departamento Econômico do Banco Central, Fernando Rocha, avaliou que a piora no déficit primário no acumulado dos sete primeiros meses do ano se deve ao desempenho da Previdência.
O governo enviou ao Congresso Nacional proposta de mudança da meta fiscal. Originalmente, a meta de déficit estava fixada em R$ 139 bilhões para este ano e em R$ 129 bilhões para 2018. O governo propõe a meta com déficit de R$ 159 bilhões neste ano e em 2018.
Em julho deste ano, o Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) acusou déficit primário de R$ 13,977 bilhões. Os governos estaduais apresentaram déficit primário de R$ 1,924 bilhão, e os municipais, de R$ 728 milhões. As empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas empresas dos grupos Petrobras e Eletrobras, tiveram superávit primário de
R$ 491 milhões no mês passado.
Em julho, os gastos com juros nominais ficaram em
R$ 28,482 bilhões, contra
R$ 40,597 bilhões em igual mês de 2016. O déficit nominal, formado pelo resultado primário e os resultados de juros, atingiu
R$ 44,620 bilhões no mês passado, ante R$ 53,403 bilhões de julho de 2016. Em 12 meses encerrados em julho, o déficit nominal ficou em R$ 598,711 bilhões, o que corresponde a 9,35% do PIB.
A dívida líquida do setor público (balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 3,206 trilhões em julho, o que corresponde a 50,1% do PIB, com elevação de 1,4 ponto percentual em relação a junho.
A dívida bruta - que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais - chegou a R$ 4,722 trilhões, ou 73,8% do PIB, com aumento de 0,6 ponto percentual em relação ao mês anterior.
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