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Porto Alegre, quinta-feira, 31 de agosto de 2017. Atualizado às 00h13.

Jornal do Comércio

Economia

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TRABALHO

Notícia da edição impressa de 31/08/2017. Alterada em 30/08 às 21h53min

Rendimento dos ocupados da RMPA é inferior ao ano de 1993, aponta PED

Virgínia afirma que sinais de retomada no mercado são tímidos

Virgínia afirma que sinais de retomada no mercado são tímidos


/FREDY VIEIRA/JC
Carolina Hickmann
Os dados do primeiro semestre de 2017 evidenciam a precariedade que o mercado de trabalho alcançou, segundo os responsáveis pela pesquisa Emprego e Desemprego (PED-RMPA). Em valores absolutos, a média de rendimentos dos ocupados assalariados e autônomos da Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA), no primeiro semestre de 1993, era superior aos R$ 1.900,00 atuais em 6,3% - ou seja, os trabalhadores da região recebiam em média R$ 2.021,00.
A pesquisa também aponta que existem sinais de retomada econômica, mas, na avaliação da economista do Dieese Virgínia Donoso, ainda são tímidos. Em julho, a taxa de desemprego fechou em 10,4%, índice inferior aos 11% registrados no mês anterior. "As pessoas estão retornando gradativamente ao mercado de trabalho, porém com rendimentos menores", explica, ao lembrar que 20 mil vagas, de um total de 58 mil, foram criadas por trabalhadores autônomos.
Virgínia afirma que o segundo semestre costuma ser mais representativo na criação de vagas. "Até mesmo a expectativa do 13º salário faz com que a economia dê uma melhorada", lembra, ao ressaltar que, nos últimos dois anos, o movimento de retomada a partir da metade do ano não foi observado. Mesmo assim, a volta do consumo ainda não deve ser esperada para o segundo semestre. "Com menores salários, o valor disponível é pouco para famílias que ainda estão ainda endividadas, assim isso ainda não se sinaliza também uma possibilidade de crescimento do PIB", avalia a economista.
Ao observar o número de vagas criadas por setor, a indústria de transformação lidera com 28 mil postos de trabalho. Virgínia explica que este dado está ligado a uma pequena recuperação que vem sendo observada no segmento metalmecânico. "Pode ser um ajuste sazonal, pode ser que não se consolide. Para dizermos que existe uma retomada efetiva, precisaríamos de mais tempo", observa. Embora este seja um dado positivo, diz, ainda não é o suficiente para recuperar os empregos perdidos desde 2014.
Os serviços criaram outras 24 mil vagas, mesmo que o setor seja o mais atingido pela crise no momento. "Ele ainda está muito menor do que já foi", diz Virgínia. A pesquisa é realizada pela Fundação de Economia e Estatística (FEE) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos.

Deputado não crê no retorno da contribuição sindical

Apesar de defender que não sejam feitas novas alterações na reforma trabalhista, o deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) disse acreditar que o governo irá cumprir a promessa e editar uma Medida Provisória (MP) alterando partes do projeto logo após sua entrada em vigência, prevista para 13 novembro.
"O governo tem o compromisso com o Senado de promulgar a MP, acredito que vai ser após o início da vigência do projeto", disse o tucano, que relatou o projeto na Câmara. "O meu sentimento é que o melhor seria esperarmos seis, 10 meses para verificar se há necessidade de modificação, mas há um acordo político do governo."
Marinho, que participou de evento na Fiesp, em São Paulo, disse ainda entender que a proposta de retorno da contribuição sindical obrigatória é "natimorta", uma vez que não há clima político para sua votação na Casa e também porque a proposta que circulou, a de substituí-la por uma contribuição assistencial - fixada em acordos e convenções coletivas -, é inconstitucional, uma vez que o Supremo Tribunal Federal tem entendimento de que ela não pode ser aplicada à totalidade dos trabalhadores do segmento, apenas aos filiados.
Sobre a pressão de parte das centrais sindicais, que desejam a volta do imposto, o tucano disse ser compreensível. "O processo de discussão é perfeitamente natural. Não se pode querer que eles fiquem resignados com a perda de uma receita que gera quase R$ 4 bilhões por ano. Mas na Câmara não há clima para qualquer restituição de imposto."
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