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Porto Alegre, quinta-feira, 31 de agosto de 2017. Atualizado às 00h13.

Jornal do Comércio

Economia

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Inflação

Notícia da edição impressa de 31/08/2017. Alterada em 31/08 às 00h11min

Alta do IGP-M é consistente e deve pressionar o varejo

Produtos como laranja, aves e batata registram aumento de preços

Produtos como laranja, aves e batata registram aumento de preços


/YASUYOSHI CHIBA/AFP/JC
O avanço de 0,10% do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) em agosto após quatro quedas mensais consecutivas é consistente e generalizada no atacado, o que tem potencial para acelerar a inflação do consumidor, analisa o economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV), André Braz. Mas ele descarta qualquer risco inflacionário a partir dessa inversão no IGP-M e diz que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar o ano bem abaixo da meta, em cerca de 3,6%.
"Alguma aceleração do IGP-M era prevista, até pelo fim do efeito baixista sobre preços agrícolas graças à safra recorde, mas não vai comprometer o cenário benigno de inflação, que ainda deve fechar bem abaixo da meta este ano. Até porque o que não era esperado era essa série de deflações, que acumularam forte queda nos últimos meses", explica Braz.
Em agosto, a alta não foi concentrada em apenas um item, como o minério de ferro, que teria, pelo seu peso, força para acelerar sozinho o índice, segundo Braz. O que ocorreu de fato é que alguns produtos agropecuários no atacado, que têm forte relação com os preços cobrados às famílias, já começaram a subir, como café, laranja, aves e batata. Além disso, a aceleração do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) (-1,16% para -0,05%) teve influência forte dos reajustes da Petrobras nos combustíveis, acrescenta ele, que também têm repasse para os preços no varejo.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve alta de 0,33% em agosto, com a influência do aumento de juros sobre os combustíveis, após subir 0,04% em julho.
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