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Porto Alegre, quarta-feira, 30 de agosto de 2017. Atualizado às 17h18.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 30/08 às 17h18min

Juros fecham com viés de baixa, com apostas na TLP e maior apetite por risco

Os juros futuros fecharam a sessão regular desta quarta-feira (30) em leve baixa, definida no período da tarde. As taxas bateram mínimas no final da sessão regular, na medida em que os destaques que faltavam ser votados da Medida Provisória (MP) 777, que cria a Taxa de Longo Prazo (TLP), apresentados pela oposição, iam sendo rejeitados em sessão na Câmara dos Deputados, abrindo caminho para a aprovação do texto.
A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 (174.570 contratos) fechou em 7,76%, de 7,78% no ajuste de terça-feira; a taxa do DI para janeiro de 2021 (142.750 contratos) caiu de 9,30% para 9,27%; e a do DI para janeiro de 2023 (27.125 contratos), de 9,93% para 9,91%.
Internamente, a expectativa pela TLP foi o maior foco de atenção do mercado nesta quarta. "Vimos pouca movimentação nos DIs e o dólar, sem direção clara. Temos uma melhora na percepção de risco no exterior que traz uma certa tranquilidade. Há também expectativa pelas votações em Brasília e me parece que as coisas estão caminhando como esperado", disse o economista da Guide Investimentos, Ignácio Crespo.
Após passarem a manhã rondando os ajustes anteriores, as taxas se firmaram em baixa ao longo da tarde, na medida em que a sessão para a votação dos destaques restantes da MP foi evoluindo. Por volta das 16 horas, a oposição tentou a última cartada para atrapalhar a votação, apresentando requerimento para verificação e votação nominal do destaque número 12, o último, apresentado pela própria bancada do PT. Mas o pedido foi rejeitado, assim como também o destaque. Em votação simbólica, o plenário aprovou o texto, que segue para o Senado e precisa ser votado até 7 de setembro, quando a MP caduca.
A TLP é de grande interesse do mercado financeiro, na medida em que deve trazer alívio para a área fiscal, ao eliminar subsídios implícitos na concessão de crédito pelo BNDES, e, assim potencializar os efeitos da política monetária.
Diante do atraso nas votações da Câmara dos Deputados e na instalação da sessão conjunta do Congresso Nacional, as mudanças nas metas fiscais de 2017 e 2018 devem começar a ser discutidas entre 19h30 e 20 horas, segundo o relator da proposta, deputado Marcus Pestana (PSDB-MG).
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