Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 30 de agosto de 2017. Atualizado às 08h53.

Jornal do Comércio

Economia

CORRIGIR

Comércio Exterior

Notícia da edição impressa de 30/08/2017. Alterada em 30/08 às 08h56min

Ingresso do Brasil na OCDE pode demorar

País ainda tem muito que avançar, destacou Pascal Saint-Amans

País ainda tem muito que avançar, destacou Pascal Saint-Amans


ERIC PIERMONT/ERIC PIERMONT/AFP/JC
O secretário adjunto de Assuntos Internacionais do Ministério do Planejamento, Renato Coelho Baumann das Neves, disse ontem, durante workshop que trata sobre a solicitação brasileira para fazer parte da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que o ingresso do Brasil na entidade não terá custo zero e esse preço precisa ser salientado. "Não é nada barato participar desse clube. Além da contribuição anual, regular, o custo em termos de participação ativa na infinidade de reuniões que a OCDE faz, tudo isso tem um custo", afirmou.
O pedido de adesão à organização foi feito pelo governo brasileiro no fim de maio, mas até que o País seja aceito pode haver um intervalo de anos. Baumann destacou que os técnicos brasileiros precisam se preparar para fazer parte do grupo. "Temos que nos preparar e saber o que se quer. E isso é custo, todos vamos ter que alocar horas de trabalho. Não é custo zero", salientou.
O secretário disse ainda que é preciso ficar "alerta" para o "risco de exigências exorbitantes como preço para adesão". "Mas esse é um processo negociado", ponderou.
Além de Baumann, participam do seminário no anexo do Palácio do Planalto representantes do ministério da Fazenda, do Banco Central e da Casa Civil. O objetivo do workshop foi discutir os desafios e oportunidade da adesão do Brasil à organização.
O diretor do Centro de Política e Administração Fiscal da OCDE, Pascal Saint-Amans, também participou do workshop. Na segunda-feira, no Rio de Janeiro, Saint-Amans disse que o Brasil "tem muito para avançar" até que seja admitido na OCDE. "O Brasil ainda tem muito para avançar em termos de padronização tributária internacional", afirmou, ao participar do 71º Congresso Anual da International Fiscal Association (IFA).
Se a organização responder que está disposta a examinar a possível adesão brasileira, será estabelecido um cronograma de negociações. O objetivo é que, entre outros pontos, o País alcance um regime tributário considerado adequado aos padrões internacionais e à OCDE.
CORRIGIR
Seja o primeiro a comentar esta notícia