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Porto Alegre, terça-feira, 22 de agosto de 2017. Atualizado às 22h52.

Jornal do Comércio

Economia

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Tributos

Notícia da edição impressa de 23/08/2017. Alterada em 22/08 às 21h31min

Julgamento de cobrança de PIS/Cofins de receita é adiado

Ministro Napoleão Nunes Maia se ausentou no meio da sessão

Ministro Napoleão Nunes Maia se ausentou no meio da sessão


EVARISTO SA /EVARISTO SA/AFP/JC
Foi adiada pela Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) a retomada do julgamento de uma ação que trata da possibilidade de a União cobrar o PIS e a Cofins sobre as receitas financeiras. O tema estava na pauta da tarde de ontem, mas foi retirado depois que o ministro relator, Napoleão Nunes Maia Filho, se ausentou no meio da sessão.
A ação, de autoria da Companhia Zaffari Comércio e Indústria, discute se é legal ou não o artigo I do Decreto nº 8.426/15, que autorizou que a administração tributária da União exigisse as contribuições sociais PIS e Cofins sobre as receitas financeiras.
Em 2015, o governo federal aumentou por meio de decreto a alíquota do PIS e da Cofins incidente sobre as receitas financeiras. Segundo a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), essa alteração é responsável por uma arrecadação anual próxima de R$ 8 bilhões. Este será o impacto caso a União saia derrotada. A empresa destaca que a lei que instituiu o PIS e a Cofins previu, no artigo 27º, que o Poder Executivo precisaria de uma lei, e não de um decreto.
O julgamento seria retomado com o voto-vista do ministro Benedito Gonçalves, que havia pedido vista na última sessão que abordou o assunto. Além dele, o ministro Sérgio Kukina aguarda para votar.
Antes dele, em sessões anteriores, o relator, ministro Napoleão Nunes Maia Filho, e a ministra Regina Helena Costa já haviam votado contra a cobrança. O ministro Gurgel de Faria votou por considerar válido o aumento das alíquotas, afirmando que não cabe à 1ª Turma do STJ verificar se é constitucional ou não a lei que permitiu ao Executivo alterar a alíquota com um decreto. Portanto, a votação está 2 a 1 contra a União.
No STJ, a 2ª Turma já analisou o assunto e interpretou que apenas o Supremo Tribunal Federal poderia tomar decisões sobre a disputa, porque seria assunto constitucional. Esta é a primeira vez que a 1ª Turma está analisando o caso.
As receitas financeiras são um dos componentes de base de cálculo do PIS e da Cofins, contribuições sociais. Em março, o Supremo Tribunal Federal decidiu que é inconstitucional incluir o ICMS na base de cálculo do PIS e da Cofins.
 
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