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Porto Alegre, segunda-feira, 21 de agosto de 2017. Atualizado às 22h57.

Jornal do Comércio

Economia

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Varejo

Notícia da edição impressa de 22/08/2017. Alterada em 21/08 às 20h23min

Intenção de consumo dos gaúchos cresce em agosto

Consumidor se sente mais seguro para ir as compras no cenário atual

Consumidor se sente mais seguro para ir as compras no cenário atual


GEOFFROY VAN DER HASSELT/GEOFFROY VAN DER HASSELT/AFP/JC
O mês de agosto tem refletido uma melhora gradativa na intenção de consumo dos gaúchos. Todos os itens avaliados pela Fecomércio-RS na pesquisa Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apresentaram melhora na comparação com o mesmo período do ano passado. O indicador divulgado ontem cresceu 32,4% frente a 2016, alcançando 74,6 pontos.
A segurança em relação à situação do emprego subiu 18,3% sobre agosto/2016, registrando 111,1 pontos. Mesmo com os saldos negativos na geração líquida de empregos nos últimos meses no Estado, o resultado acumulado de 2017 ainda é positivo se comparado ao cenário de 2016. "Ainda que os resultados do mercado de trabalho sejam tímidos, eles permitem que os consumidores aos poucos recuperem a segurança em seus empregos, sendo um fator importante para a recuperação do consumo", afirma Luiz Carlos Bohn, presidente da Fecomércio-RS.
A avaliação quanto à situação de renda subiu 15,8% no confronto com agosto/2016, chegando a 81,1 pontos, alta puxada especialmente pelos registros de queda da inflação ao longo do ano. A redução da taxa de juros e da inflação levou a uma melhora na perspectiva de consumo atual em relação ao ano passado. Aos 52,1 pontos em agosto, o indicador cresceu 37,9%. O mercado de trabalho ainda enfraquecido e com poucos sinais de recuperação limita a retomada do consumo pelas famílias gaúchas. O índice que mede a facilidade de acesso ao crédito cresceu 58,4%, chegando a 76,2 pontos. O recuo da taxa básica de juros e da inflação nos últimos meses criou uma dinâmica que mantém o crédito caro para os consumidores gaúchos.
O indicador que mede o momento para o consumo de bens duráveis apresentou alta de 113,3% em agosto, ficando em 52,6 pontos. O forte crescimento no confronto interanual é explicado pela base de comparação deprimida. Aos poucos, os consumidores estão recuperando a intenção de adquirir produtos de maior valor, movimento confirmado pela pesquisa nos últimos seis meses.
O indicador de perspectiva profissional, que nos últimos levantamentos apresentou dado negativo, subiu 3,8% em agosto sobre o mesmo mês de 2016, alcançando 75,9 pontos. "Ainda que positiva, a recuperação da economia ainda não foi suficiente para refletir no mercado de trabalho", destaca o presidente da Fecomércio-RS.
Nas perspectivas de consumo houve alta de 56,6% em relação a agosto/2016, registrando 73,2 pontos. A estabilidade da inflação em um nível baixo ajudou para que as famílias enxergassem alguma possibilidade de consumo nos próximos meses, no entanto, sem uma retomada econômica mais consistente, o indicador pode voltar a se deteriorar.
 
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