Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 21 de agosto de 2017. Atualizado às 17h09.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Mercado Financeiro

21/08/2017 - 17h09min. Alterada em 21/08 às 17h13min

Juros fecham em alta após decisão da PGR sobre Romero Jucá

Os juros futuros fecharam a sessão regular desta segunda-feira (21) em alta, definida no período da tarde, refletindo receios com o cenário para as reformas após a informação de que a Procuradoria-Geral da República (PGR) ofereceu denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), na Operação Zelotes.
A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 (262.820 contratos) fechou em 8,07%, de 8,05% no ajuste anterior; a taxa do DI para janeiro de 2020 (119.525 contratos) terminou na máxima de 8,90%, ante 8,83% no ajuste de sexta-feira. A taxa do DI para janeiro de 2021 (145.370 contratos) avançou de 9,42% para 9,52% (máxima) e a do DI janeiro de 2023 (62.240 contratos) também terminou na máxima, a 10,10%, de 10,01%.
Na Operação Zelotes, Jucá é investigado, no caso que originou a denúncia, por suposto favorecimento ao Grupo Gerdau em uma medida provisória, em troca de doações eleitorais. A Operação detectou indícios de que o senador, que era o relator do texto, alterou a MP 627, de 2013, para beneficiar a siderúrgica. Não há detalhe sobre a acusação feita pela PGR, em razão do segredo de Justiça.
"Trata-se de um membro importante da base do governo e isso pode comprometer o canal de articulação das reformas", afirmou o economista-chefe da Icatu Vanguarda, Rodrigo Melo. Antes da reforma da Previdência, o governo enfrenta esta semana algumas batalhas no Congresso, entre elas a votação da Medida Provisória (MP) 777, que cria a Taxa de Longo Prazo (TLP), por sua vez é vista como fundamental para eliminar subsídios implícitos e aliviar a dívida pública.
Nesta tarde, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, reiterou a confiança na aprovação da reforma da Previdência neste ano, embora tenha reconhecido que o tema é "controverso". Disse ver em mais de 50% a chance de a proposta passar até o fim do ano no Congresso e reafirmou que a matéria deverá avançar junto com a reforma tributária, próxima frente a ser atacada pelo governo.
Mais cedo, também teria trazido desconforto ao mercado a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) de suspender o leilão das usinas de Jaguara, São Simão, Miranda e Volta Grande, da Cemig. A briga judicial da Cemig com a União, envolvendo a concessão das quatro usinas, está no centro do debate sobre o cumprimento da meta fiscal deste ano.
A equipe econômica incluiu nas contas de 2017 a previsão de arrecadar R$ 11 bilhões com a venda das usinas. A Advocacia-Geral da União (AGU) que deve recorrer ainda nesta segunda-feira.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia