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Porto Alegre, segunda-feira, 21 de agosto de 2017. Atualizado às 22h57.

Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

Notícia da edição impressa de 22/08/2017. Alterada em 21/08 às 21h58min

Parque Assis Brasil já tem clima de Expointer

Exposição competitiva contará com 3.207 espécimes de argola

Exposição competitiva contará com 3.207 espécimes de argola


MARCELO G. RIBEIRO/MARCELO G. RIBEIRO/JC
Guilherme Daroit
Já começaram a chegar ao Parque Assis Brasil, em Esteio, os animais que farão parte da 40ª edição da Expointer. Como já é tradicional, os primeiros dos 3.207 animais de argola (voltados à exposição competitiva) passaram pelo desembarcadouro nas primeiras horas da manhã da segunda-feira que antecede a abertura da feira, que neste ano acontece de 26 de agosto a 3 de setembro. Além disto, foram apresentadas algumas melhorias pontuais no parque, que espera receber cerca de 350 mil visitantes e pelo menos repetir os números do ano passado, quando foram realizados R$ 1,92 bilhão em negócios.
"A situação econômica está ruim, mas acreditamos que os bons animais ainda serão valorizados", afirma Jair Pereira Filho, da Cabanha do Cerro, um dos primeiros criadores a adentrar os portões em Esteio. Pereira Filho trouxe de Santiago quatro ovinos da raça Texel, voltada à produção de carne, na expectativa de levar o grande prêmio. No caminhão, porém, trouxe também animais de outras cabanas, forma de economizar no transporte e na hospedagem durante os nove dias de feira.
A chegada no primeiro dia permitido tem o objetivo de recuperar o peso perdido pelos ovinos durante a viagem. "Além disso, há a diferença no cheiro da água, que no campo vem de poços artesianos e aqui é clorada", conta o criador. Para evitar a rejeição dos animais, os preparativos no último mês envolveram misturar suco de limões à água, conta Pereira Filho. Caso vença o grande prêmio, um borrego, que é a principal aposta da cabanha, pode ultrapassar os R$ 50 mil em leilões.
Ao desembarcarem, todos os animais são vistoriados por equipes de fiscalização que analisam as condições de sanidade. O número de argolas bastante menor neste ano (foram 4.285 no ano passado), aliás, decorre justamente de questões envolvendo a saúde dos bichos. Um alerta de gripe aviária emitido pelo Ministério da Agricultura fez com que a exposição de aves fosse cancelada neste ano - em 2016, somando-se também os pássaros, contabilizados em categoria diferente das outras aves, foram pouco mais de mil animais da classe.
"Não temos nenhum foco no Brasil, mas há na América e a doença pode vir até por aves migratórias, então uma concentração das aves traria risco não só aos animais como também aos humanos", explica um dos coordenadores sanitários da Expointer, Udo Erhardt. Outros problemas recentes, como o mormo, percebido em cavalos no Estado em 2015, já estariam sob controle, segundo Erhardt, que não vê maiores preocupações nas demais raças.
Além dos animais, o parque também está recebendo os últimos preparativos. Quem visitar a feira perceberá pequenas melhorias como a cobertura do lavadouro do pavilhão do Gado Leiteiro, além de novo calçamento de 3,7 mil metros no portão 4 e outro trecho asfaltado no portão 7. Demanda antiga dos agricultores familiares, também foi realizado o nivelamento de uma faixa para o transporte dos produtos entre o estacionamento e o pavilhão da Agricultura Familiar. As obras, segundo o secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Ernani Polo, foram integralmente custeadas pelas entidades promotoras da Expointer e por patrocinadores.

PGE consegue liberar licitação da bilheteria na Justiça

Um problema de última hora que preocupava a organização da Expointer, uma liminar que suspendia a licitação da bilheteria e do estacionamento do Parque Assis Brasil no período da feira, teve ontem um desfecho positivo para o Estado. A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) conseguiu, junto ao Tribunal de Justiça (TJ-RS), derrubar a liminar e liberar o processo licitatório. Com isso, a vencedora do pregão, a Impacto Produtora, poderá assumir o serviço, pelo qual deu lance de R$ 2.574.000,01.
A liminar foi concedida na semana passada à Management Serviços Administrativos, segunda colocada no certame com um lance apenas um centavo menor. Segundo a PGE, para derrubar a decisão o TJ-RS acatou argumentos de que não haveria tempo hábil para realização de um novo pregão. Foi levada em conta ainda o fato de que, sem controle sobre as pessoas que ingressam na feira, seria difícil controlar eventuais superlotações, colocando em risco os visitantes e os animais.
Pela manhã, durante a chegada dos animais, o secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Ernani Polo, se mostrava confiante na reversão da decisão, que acabou sendo divulgada perto do meio-dia. Para o titular da pasta, o modelo de venda da bilheteria, em que o Estado recebe um valor fechado pelo serviço, é o mais adequado. "Este modelo passa o risco para quem compra, pois o número de visitantes depende muito do clima", argumenta Polo. Enquanto um domingo ensolarado pode levar 90 mil visitantes ao parque, em um dia chuvoso o público fica em torno dos 30 mil, por exemplo.
O secretário ainda ressalta que os preços das entradas e do estacionamento foram mantidos os mesmos do ano passado, de R$ 13,00 por pedestre (R$ 6,00 para estudantes e idosos) e de R$ 32,00 por veículo. "Se tivéssemos reajustado, poderíamos ter vendido a bilheteria por um preço maior, provavelmente, mas optamos por esse caminho para não afastar o público", comenta Polo. Ao todo, a projeção da secretaria é de que a Expointer seja novamente superavitária, com um lucro em torno dos R$ 2 milhões.
 
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