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Porto Alegre, quinta-feira, 17 de agosto de 2017. Atualizado às 23h13.

Jornal do Comércio

Economia

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Fraude

Notícia da edição impressa de 18/08/2017. Alterada em 17/08 às 21h44min

Polícia Federal começa a ouvir testemunhas na Operação Étimo

Material foi recolhido em Porto Alegre, Canoas, Glorinha e Brasília

Material foi recolhido em Porto Alegre, Canoas, Glorinha e Brasília


Divulgação/Divulgação/JC
Começaram a ser ouvidas nesta quinta-feira as testemunhas que devem ajudar a Polícia Federal (PF) no Rio Grande do Sul a elucidar de quais obras no Estado foram desviados ao menos R$ 30 milhões entre os anos de 2000 e 2011. As oitivas vão se somar à análise do material recolhido na terça-feira em diferentes locais de Porto Alegre, Canoas e Glorinha, no Rio Grande do Sul, e em Brasília, dentro da Operação Étimo, que teve origem na Operação Lava Jato. A expectativa da delegada federal Ilienara Kristina Karas, da Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros da PF no Rio Grande do Sul, é concluir o trabalho em até 60 dias.
Na Capital, foram recolhidos documentos na praça Osvaldo Cruz, 15, Centro da cidade, onde funciona o Sindicato da Indústria da Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem em Geral (Sicepot-RS) e Associação Riograndense de Empreiteiros de Obras Públicas (Areop). As entidades, de acordo com a PF, teriam recebido de empreiteiras um percentual do valor de obras públicas realizadas no Estado, o que não é comum e pode ter sido uma forma de lavar o dinheiro por meio de contratos de assessoria de fachada.
A movimentação ilegal desses recursos, no Brasil e no exterior, sua origem e sua destinação, são objeto de investigação pela Operação Étimo. A PF vai averiguar, agora, se as receitas de arrecadação dessas duas entidades seriam coerentes com os valores movimentados.
"Esta investigação é o miolo de um quebra-cabeça. O que chama a atenção é que este miolo apresenta estrutura semelhante ao da Lava Jato, com dado novo que é uso de entidades ligadas a empreiteiras para dificultar ao rastreamento do dinheiro desviado para dar aparência de legalidade", disse o delegado Alexandre Isbarrola, chefe da Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros da PF no Estado.
A PF afirma ainda que o envolvimento de agentes públicos não está descartado. "As movimentações financeiras apresentam muitos saques de valores em espécie, e a gente sabe que saques em valores muito altos podem ter finalidade ilícita, muitas vezes de pagar propina. Essa é, obviamente, uma linha de investigação", ressaltou a delegada Ilienara.
A PF solicitou o sequestro de bens dos investigados - o ex-presidente do Sicepot-RS, Athos Albernaz Cordeiro e o irmão dele, Antônio Cláudio Albernaz Cordeiro, o Tonico Cordeiro. De acordo com a investigação, há indícios de que os investigados tenham remetido dinheiro para contas no Panamá e na Suíça. De acordo com Antonio Tovo, advogado de Tonico Cordeiro, ainda não foi possível ter acesso a todos os dados do inquérito, necessário para defesa do investigado, mas pode ter relação com outro caso antigo, do qual Tonico teria sido absolvido. Também procurado, Alexandre Wunderlich, advogado de Athos Albernaz Cordeiro, não retornou à ligação do Jornal do Comércio até o fechamento desta edição, assim como o Sicepot.
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