Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 14 de agosto de 2017. Atualizado às 22h37.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Conjuntura

Notícia da edição impressa de 15/08/2017. Alterada em 14/08 às 21h22min

Balança comercial traz ânimo ao governo

Fumo em folha foi destaque nas vendas da segunda semana deste mês

Fumo em folha foi destaque nas vendas da segunda semana deste mês


/MAURO SCHAEFER/ARQUIVO/JC
O ministro da Indústria e Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, disse ontem que os resultados da balança comercial brasileira mostram que a economia está melhorando. No último mês de julho, o Brasil teve o maior superávit da série histórica, de US$ 6,3 bilhões. No acumulado dos primeiros sete meses do ano, a balança teve superávit de US$ 42,5 bilhões.
Pereira destacou que os números, de janeiro a julho, estão em contexto de aumento de 19% nas importações e de 7% nas exportações. "O que mostra, claramente, que a economia volta a reagir e crescer", afirmou o ministro, durante evento na Confederação Nacional da Indústria, em São Paulo.
A partir dos resultados, o governo elevou de US$ 55 bilhões para mais de US$ 60 bilhões a estimativa de superávit da balança comercial para 2017. Caso se confirme, o resultado será o maior anual da série histórica, superando o saldo positivo recorde de US$ 47,5 bilhões verificado em 2016.
Para fortalecer o comércio exterior, Pereira disse que o Brasil está investindo em acordos comerciais, como a tentativa de "reaproximação" com os países da Aliança do Pacífico (México, Colômbia, Peru e Chile) e uma negociação para ampliar as parcerias com a Índia.
A média diária exportada pelo Brasil, na segunda semana de agosto (7 a 13), chegou a US$ 782,7 milhões. O valor é 3,6% superior à média de US$ 755,7 milhões registrada na primeira semana do mês. Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), esse aumento na média exportada foi motivado pelo incremento de 6,5% nas exportações de produtos básicos, com destaque para as vendas externas de soja em grãos, petróleo em bruto, fumo em folhas, carne bovina, caulim e outras argilas; e de 2,5% nas exportações de manufaturados, principalmente automóveis de passageiros, tubos flexíveis de ferro/aço, veículos de carga, óleos combustíveis e óxidos e hidróxidos de alumínio.
Em contrapartida, as vendas externas de produtos semimanufaturados registraram queda de 6,4% na segunda semana de agosto, em razão do recuo dos embarques de celulose, açúcar em bruto, catodos de cobre, madeira em estilhas, ferro-ligas e ferro fundido.
Com relação às importações, a média diária da segunda semana de agosto ficou em US$ 608 milhões, o que representa uma retração de 9,1% em relação à primeira semana do mês, quando a média diária importada foi de US$ 669,2 milhões. Esse recuo é explicado, principalmente, segundo o Mdic, pela diminuição nos gastos com farmacêuticos, combustíveis e lubrificantes, adubos e fertilizantes, instrumentos de ótica e precisão, equipamentos eletroeletrônicos.
No acumulado do mês de agosto até o dia 13, a balança comercial brasileira tem superávit de US$ 1,219 bilhão, com exportações de US$ 6,936 bilhões e importações de US$ 5,717 bilhões.

Mercado financeiro eleva para 3,5% projeção de inflação

O mercado financeiro aumentou pela quarta semana seguida a projeção para a inflação deste ano, após o aumento da tributação sobre os combustíveis. Desta vez, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 3,45% para 3,50%. A estimativa consta do boletim Focus, publicação que o Banco Central libera todas as semanas com projeções para os principais indicadores econômicos.
Para 2018, a projeção para o IPCA é mantida em 4,2% há quatro semanas consecutivas. As estimativas para os dois anos permanecem abaixo do centro da meta de 4,5%, que deve ser perseguida pelo BC. Essa meta tem ainda um intervalo de tolerância entre 3% e 6%.
A estimativa do mercado financeiro para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), foi mantida em 0,34%, para este ano, e em 2% para 2018.
.

S&P divulga novo método para os ratings nacional e regionais

A agência Standard & Poor's revisou o método para concessão de ratings em escala nacional e regionais do Brasil. Os novos critérios não têm impacto no rating global brasileiro, que, segundo a empresa de classificação de riscos, é BB com observação para possível rebaixamento.
Os chamados "mapping tables" são guias de como as escalas nacionais e regionais da S&P correspondem à escala global de ratings. De acordo com a empresa, a revisão representa uma "significante recalibração" da escala.
A S&P disse ter levado em conta ao menos quatro aspectos: o desejo de refletir com mais fidelidade a deterioração de crédito no Brasil e a colocação da nota global em observação para rebaixamento, em 22 de maio; o fato de o "mapping table" anterior ter sido originalmente implementado quando o Brasil tinha grau de investimento; o anseio da empresa de representar melhor a qualidade de diferenciação de ranqueamento em escala nacional e a readequação aos métodos mundiais de concessão de ratings da S&P.
O novo método se aplica a todas as entidades e emissores em escala nacional do Brasil, que têm no início do rating o prefixo "br". A mudança pode afetar metade das notas em ranking local. Aproximadamente um terço de todos os emissores em escala nacional do Brasil pode ser elevado em um degrau e cerca de 20% em dois ou três níveis.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia