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Porto Alegre, segunda-feira, 14 de agosto de 2017. Atualizado às 22h37.

Jornal do Comércio

Economia

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Notícia da edição impressa de 15/08/2017. Alterada em 14/08 às 21h12min

Câmara de Comércio do Rio Grande vê dificuldades para escoar a safra gaúcha

De janeiro a julho, movimentação de cargas cresceu 1,79% no porto

De janeiro a julho, movimentação de cargas cresceu 1,79% no porto


HIAGO REIS DOERFER/HIAGO REIS DOERFER/DIVULGAÇÃO/JC
Fatores como os protestos dos caminhoneiros, problemas quanto às condições de navegação e principalmente a falta de dragagem do canal de acesso ao porto do Rio Grande devem afetar a movimentação da safra gaúcha. O alerta é da Câmara de Comércio da Cidade do Rio Grande.
O presidente da instituição, Antônio Carlos Bacchieri Duarte, frisa que a maior preocupação é quanto ao assoreamento do canal, pois há cerca de três anos é esperada a dragagem que deveria ser feita com recursos do governo federal. O dirigente recorda que já há verbas para a iniciativa; contudo, a ação ainda necessita obter a licença ambiental do Ibama.
Duarte defende que o governo do Estado precisa se preocupar com o assunto, mesmo que a obra seja de responsabilidade da União. O empresário diz que a situação, somada às recentes condições climáticas ruins, com muito vento e ondas, faz com que alguns navios estejam há dias parados no porto. Duarte, que também é ligado à Aliança Rio Grande, um movimento que une representantes da Câmara de Comércio, de indústrias, lojistas, ruralistas, entre outros, cita ainda a questão da corrente transversal que fica fora dos molhes da barra do Rio Grande.
O dirigente comenta que, quando os franceses construíram os molhes, os fizeram de tamanhos diferentes para minimizar essa corrente. Agora, após a obra de ampliação, os dois praticamente estão iguais, o que prejudica o trânsito de navios. Nos próximos dias, Bacchieri irá propor no Conselho de Autoridade Portuária que seja realizado um estudo para buscar minimizar os efeitos da correnteza. "Também precisamos cobrar o início da dragagem que já tem contrato assinado", enfatiza.
Em nota, a Superintendência do Porto do Rio Grande informa que "a obra de prolongamento dos molhes da barra foi executada pelo governo federal e concluída em 2011. Os estudos técnicos e decisões sobre a sua execução foram federais. No mesmo modelo é a obra de dragagem do porto do Rio Grande, que está prevista para este ano. Toda a execução, o planejamento e o orçamento são do governo federal". Sobre a licença ambiental, a autarquia afirma que a Superintendência e o Ibama estão em constantes tratativas para que haja, o mais rápido possível, a renovação da licença de operação do porto do Rio Grande. Conseguindo esse documento, o complexo teria a permissão para fazer a dragagem de manutenção.
Já assessoria de imprensa do Ibama revela que "as últimas análises técnicas relacionadas à renovação da Licença de Operação (LO) e do Plano de Dragagem do porto do Rio Grande identificaram pendências. No momento, a equipe de licenciamento avalia relatórios técnicos apresentados pelo empreendedor que dizem respeito especificamente à renovação da LO, mas que influenciam na liberação da dragagem de manutenção. O instituto aguarda o encaminhamento do Plano de Dragagem atualizado, pois o anterior não havia sido aceito".
Apesar das dificuldades, o porto do Rio Grande vem registrando crescimento na movimentação de cargas. Nos sete primeiros meses do ano, já foram movimentadas mais de 23 milhões de toneladas, alta de 1,79% em relação ao ano anterior. A carga geral destaca-se no complexo, com expansão acima dos 4%. Entre os produtos desse segmento estão a celulose, que já movimentou mais de 1,4 milhões de toneladas, toras de madeira (434 mil toneladas) e carnes (230 mil toneladas). Os principais destinos das exportações pelo porto do Rio Grande são China, Eslovênia, Coreia do Sul, Irã e Japão. Já nas importações, as principais origens são Argentina, Argélia, Estados Unidos, Marrocos e Rússia.
 
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